Teatro Por Que Não?

quinta-feira, maio 24, 2018

EM CARTAZ começou!

E o que rolou?

Rolou muita limpeza de auras. Mística Borboleta Bailarina Feiticeira veio nos visitar nos dias 19 e 20 de maio, para duas sessões de Como Se Nada Fosse e no meio do findi geladinho, o público veio se aquecer e conhecer um pouco mais da magia de Mística. 

Essa é a nossa novidade do EM CARTAZ! Se perdeu uma apresentação, não fique triste, logo no dia seguinte tem mais uma sessão para não perder. Confira aqui a nossa programação desse ano

Voltando para Mística, depois dos dois dias de apresentação, na tarde do dia 21 de maio, Janaína Castaldello ministrou a oficina Que Corpo é Esse?, onde ela mostrou um pouco de como foi o processo do espetáculo Como Se Nada Fosse. Dá uma olhada nos cliques do nosso amado Anderson Martins.








Curtiu? Então fique ligado nas nossas redes e aqui, que esse ano tem um montão de coisa boa pra acontecer!

Até a próxima, seus lindos!

terça-feira, maio 22, 2018

Say Hello (re)estreou!

Olá pessoas!

Como foram de final de semana? 

Por aqui rolou muito trabalho e estamos a mil para um começo de semana! 

Sexta-feira, dia 18 de maio, ressaquinha pós-feriado, estávamos lá no Theatro Treze de Maio aquecendo os motores para mais uma apresentação do Say Hello para o Futuro. Fazia um ano que a gente não tinha apresentado e ele voltou totalmente atualizado: novas cenas, novo ator! O pessoal não se intimidou com aquela garoinha chata e foi em peso conferir como essa nova versão ficou. 

Você estava lá? O que achou? Estamos de braços abertos para receber feedbacks

Não foi? Pois olha o que você perdeu: 

Foto: Dartanhas Baldez Figueiredo
Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo
Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Mas não vou ser carrasca e te deixar babando por essas fotos, em breve, muito breve teremos novas apresenatções. Já deu uma olhada na nossa programação do EM CARTAZ 2018? Clique aqui e programa-se!

Até a próxima!

terça-feira, maio 15, 2018

Processos e mais processos - Say Hello para o Futuro

Carinhosamente chamado de Say Hello, ele estreou em março de 2015, mas começou-se a pensar nele em julho de 2014. 



O ano de 2014 foi intenso para nós: o Espaço Cultural Victorio Faccin ficou fechado de janeiro a outubro, em função de uma grande reforma, o que diminuiu drasticamente a nossa demanda de trabalho artístico. Durante esse período não tivemos novas turmas do Curso de Teatro, não houveram  muitas apresentações e Por Que Não? estava reduzido a cinco integrantes. Estávamos com todas as energias voltadas para a reforma, fazendo eventos, projetos de crownfounding, passando tudo que entrava no caixa para colocar um teto e um chão novo para o Espaço. 

Prevendo que quando a reforma acabaria,  estaríamos praticamente começando do zero, surgiu a ideia de fazer um novo espetáculo. Ao mesmo tempo, o mundo tava passando por um momento de popularização de smartphones e o lançamento de muitas tecnologias e aplicativos que atualmente para nós são tão banais, mas que há 4 anos era o crème de la crème - volta e meia nos víamos comentando sobre esse avanço tecnológico e como isso afeta as nossas vidas. 

Foi o estalo inicial. Felipe (Martinez, o diretor do Say Hello) somou esses dois fatores e propôs a criação de um novo espetáculo, que fosse criado por nós, incluindo o texto. Isso é o que se chama Dramaturgia Coletiva



Muitos grupos aqui no Brasil e no mundo trabalham com esse tipo de processo: é quando o texto é formado em conjunto com a criação das cenas, com a colaboração dos atores e do diretor. 

Porém, para que todo processo comece tem que haver combustível. Com o Say Hello, as notícias que pipocavam sobre a internet, redes sociais e tecnologias foram o nosso principal combustível  - a possibilidade de se ter mais um veículo de comunicação largamente difundido e como nós estamos nos adaptando à essa nova realidade. 

Casos de selfies desastrosas, surgimento de jogos com a realidade aumentada, a proteção de uma tela para um desabafo, a criação de uma segunda vida no meio digital que não é nada parecida com a vida real, os maiores medos e segredos abertos em blogs, a rapidez que as notícias são publicadas e compartilhadas, relacionamentos baseados em fotos manipuladas, a disseminação do ódio travestido de opinião... enfim, absorvemos tudo para poder criar as cenas. 




O principal ponto do espetáculo Say Hello para o Futuro era juntar essa Era super tecnológica e atual com uma arte tão milenar que é o teatro e ainda assim não perder a essência nem de um e nem de outro. #comofaz

Nos perguntamos: o que faz o teatro ser teatro? 

É a relação que temos com o público. Quando estamos assistindo tv, a nossa relação com o que acontece ali é totalmente passiva. Podemos berrar com a tv, que nada do que passa lá será modificado (a não ser que você esteja num link ao vivo). Já com o teatro, com a presença viva do público, essa relação é diferente - se torna ativa. Se você comentar, querer falar com alguém no palco, dependendo do espetáculo, você afetará o andamento do mesmo. 

Nos perguntamos: por que esse mundo virtual é tão viciante? O que acontece nele que nos fascinam tanto? 

É a possibilidade de falar o que quer, quando quer, o quanto quiser e ser quem quiser e não precisar mostrar o rosto - é a segurança que a distância física dá. Podemos acrescentar que a relação interpessoal é diretamente afetada: como já dizia Zygmunt Bauman* (resumido porcamente por mim), o que chama atenção não é a facilidade de criar novas conexões com as pessoas, é a facilidade em desconectar. Enquanto pessoalmente passamos pelo constrangimento em querer cortar relações interpessoais, na internet é só apertar 'delete' e pronto.
Além disso, a nossa vaidade é hiper estimulada com a facilidade que a tecnologia propõe em expor as nossas vidas. 

O Say Hello nada mais é do que o resultado dessa equação: Uma rede social onde participamos ativamente, em tempo real (como a internet) em um ambiente compartilhado abertamente, sem telas (como num teatro). 


Com essa miscelânia de ideias, botamos para improvisar e criamos MUUUUUUITAS cenas!  Só para ter uma ideia, a primeira vez que passamos todo o espetáculo em ensaio, o Say Hello teve mais de uma hora e meia de duração. Ao invés de descartá-las, fomos deixando guardadinhas, pois, como a internet e todos os os dispositivos eletrônicos, pensamos que o espetáculo também teria atualizações.

Então não era de se estranhar que a cada apresentação, alguma coisa se modificava, uma nova cena era inserida (ou era retirada), uma mudança de figurino e som, até mesmo as falas dos atores se alteravam sem aviso prévio para o público, tornando uma experiência única!


E foi assim, que no dia 01 de março de 2015, no Espaço Cultural Victorio Faccin, Say Hello para o Futuro entrou no ar e até hoje nos surpreende, nos diverte e nos faz mais conectados com o mundo, procurando cada vez mais entender o quão louco é essa relação sociedade/tecnologia e desvendando o que poderá acontecer em um futuro, não tão distante assim, mas que nos parece tão longe!

O que achou desse processo? Tu já assistiu Say Hello para o Futuro e quer contar um pouquinho da sua experiência pra gente? Comenta aqui embaixo!

E se tu ainda não assistiu, não se preocupe, tem uma versão atualizadíssima do Say Hello vindo aí:

SAY HELLO PARA O FUTURO
18 de maio de 2018 - 20h30 
Theatro Treze de Maio 
Santa Maria - RS
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), 
clique aqui que tem como comprar online!

Contamos com a sua presença!

Até a próxima!

*Zygmunt Bauman (1925-2017) foi um sociólogo e filósofo polonês. Se quiser saber mais sobre o que ele disse sobre essa nova relação entre as pessoas, tem o livro "Modernidade líquida" em que ele aborda esse tema. 




quinta-feira, maio 10, 2018

A palavra é...

Fé cênica (fé. cê.ni.ca.)

Vão me matar que eu coloquei essa foto, mas foi registrada em um dos momentos de estudo sobre um dos nossos espetáculos (ano de 2010, ou 2011... vixi... faz um tempo). Quis pegar essa porque olhas essas ricas carinhas, xóvens... 

Expressão criada por Constantin Stanislavski (1864-1938) para designar a capacidade do ator acreditar na ficção a ponto de convencer o espectador de que aquela ficção constitui uma realidade para o personagem. A aparência de verdade que o ator imprime aos gestos e movimentos ensaiados e às falas decoradas, tornando crível a sua interpretação. Para Stanislavski, fé cênica é o "estado psicofísico que nos possibilita a aceitação espontânea de uma situação e de objetivos alheios como se fossem nossos".

Em miúdos, sabe aquele momento em que você se emociona, ou morre de raiva, ou de pena, ou torce para aquele personagem? Seja nos palcos do teatro, seja nos filmes e até nas novelas, o que acontece naquele momento é que a interpretação do personagem foi tão verdadeira a ponto de despertar diversas sensações na gente. 

Muitas vezes isso acontece pois o ator se dedicou o possível para que o personagem crie essa aproximação com o público. Não é à toa que vimos em entrevistas que o ator fez um laboratório para trabalhar determinado personagem. 

O laboratório nada mais é do que um estudo aprofundado do personagem, através dele que o ator começa a criar essa "segunda vida", procurando entender quem é esse personagem, de onde ele vem, qual é o meio que ele vive, quais são os obstáculos que ele enfrenta, quais são suas qualidades, seus vícios, como se movimenta, como reage, como fala... Enfim, tudo isso gera um material preciosíssimo para o ator alcançar a fé cênica. 

E tu aí achando que ator não estuda, néam?

Tem alguma dúvida sobre o universo do teatro? Comenta aqui embaixo!

Fonte: Dicionário de Teatro, de Luiz Paulo Vasconcelos

segunda-feira, maio 07, 2018

Feira do Livro com muito Amores

Olá pessoal!

Se você mora aqui em Santa Maria certamente observou o vuco-vuco lá na Praça Saldanha Marinho desde o final do mês de abril.

É a icônica Feira do Livro de Santa Maria! Ali você pode encontrar uma gigantesca venda de livros dos mais diversos gêneros para as mais variadas faixas etárias. Uma ótima opção para você que não pode sentir o cheirinho de livro novo que já corre para abrir a carteira, então aproveite que na Feira você poderá garantir altos descontos para engordar a sua coleção.



Além de livros, a Feira conta com um festival gastronômico, com muitos stands disponíveis para agradar o seu paladar (sabe que a tia aqui não dispensa uma boquinha, néam?). Confira a programação aqui e veja que ainda você pode contar com rodas de debates, entrevistas com autores, apresentações músicais, contação de história...

O que mais falta para esse evento ser MA-RA?!

Teatro, sua lôca! Tem uma pancada de espetáculos prontinhos para te receber e nós não íamos ficar de fora, né não, monamour?!

Foto: Ronald Mendes

O que você vai fazer nessa quarta-feira, dia 9? Vai dar uma passada na Saldanha, num intervalinho entre o trabalho e o cafezin? Ou pretende dar uma voltinha para procurar entre os livros, um presente bacana para a sua mamãe?

Te pergunto tudo isso pois quero te convidar para mais uma sessão do nosso querido espetáculo Amores aos Montes!

Venham! Venham! Foto: Ronald Mendes

Então anotem aí e venha dar um oi pra gente:

AMORES AOS MONTES na Feira do Livro de SM
09 de maio de 2018 - 14h30
Praça Saldanha Marinho
Santa Maria - RS
GRATUITO

Vamo? Vamo? Vamo?  - Foto: Ronald Mendes

Contamos com a sua presença!

Até a próxima!!