Teatro Por Que Não?

quinta-feira, abril 26, 2018

Curiosidades: Comida em cena!

Seja no filme, na novela e até mesmo no teatro, uma coisa que chama atenção é a presença de comidinhas em cena.

O que comem? 
Por que comem?
Será que conseguem comer e fazer a cena ao mesmo tempo?
Será que eles vão dividir um pedacinho comigo?

Então fiquem ligados neste post, que a gente vai falar um pouco sobre as comidas que colocamos em cena dos nossos espetáculos. Segue o nosso "Menú"!


Amanhã foi Outro Dia



Se tratando de uma montagem de um texto naturalista, ambientado em uma atmosfera realista, não é só o visual que conta, com o Amanhã Foi Outro Dia, procuramos despertar outros sentidos para que o espectador tenha a sensação de estar na casa de Ezequiel e Joana

Para isso, logo no início temos uma panelada de arroz com carne moída e cenoura, que a gente deixa esquentando até o último momento de Joana abrir a panela e levantar aquela fumacinha e o cheirinho de comida recém-feita. Logo depois, Ezequiel reaquece o bule de café, para acompanhar o seu palheiro. E na finaleira do espetáculo, Joana e Ezequiel dividem uma bela bergamota para acompanhar a telona que Joana ganhou de aniversário. 

Foto: Eduardo Ramos


Travessias



Já aconteceram episódios onde esses dois pivetes roubavam comida de bolsas alheias. Já houve furtos de frutas e biscoitos água e sal. Depois de algumas alterações, uns bons puxões de orelha nessa molecada, eles pararam de roubar comida, mas não pararam de ganhar seu suado dinheirinho vendendo balas milagrosas. Não há preferência, são as que estão mais em conta durante a semana de apresentação, exceto se for daquelas pastilhas de giz - quem era dos anos 90 aposto que brincava  com elas, falando que eram aspirinas. Essa o diretor faz questão de ter. Valor das balas milagrosas: R$ 2,00. Por que são milagrosas? Ah... Só assistindo para saber!

É essa aqui! Lembrou?


Say Hello para o Futuro


De todo o espetáculo, haviam duas cenas que os atores podiam se deliciar. Na antiga cena do Casal Hashtag, Aline e André comiam balas de gelatina marshmallows e tinham que fingir que estava ruim, mas eram os primeiros a correr para os bastidores para comer o que sobrou depois que o espetáculo acabava.

Eita panelinha de guerra!
























Depois disso, a comida só vai aparecer novamente na última cena. Dentro daquela panela já passou salsichas, biscoito de polvilho e até bananas cortadas, mas que não deu muito certo porque escorregava pelos dedos. Para beber nas outras cenas, era água ou refrigerante de limão (não vou falar a marca, pois não nos patrocinam!) com corante. 

Má pára essa moto na BR!!!!


Como assim, antiga cena???????

Sim, meus caros, como qualquer aplicativo de smatphone que de semana em semana fica te alertando para atualizar para uma versão mais recente, o Say Hello para o Futuro também passará por atualizações para sair novinho nos palcos de Santa Maria. Mas isso é assunto para outro post, fiquem ligadinhos aqui no nosso amado blog ou nas nossas redes sociais para mais novidades.

Quer saber mais alguma curiosidade sobre os nossos espetáculos, integrantes e etc? Fala aqui embaixo, nos comentários, tá?


Até a próxima!







terça-feira, abril 24, 2018

Processos e mais processos - Curso de Teatro

Uma coisa que atiça, e muito, a curiosidade do povo quando se trata de teatro é como a gente chega naquele resultado, ou seja, o espetáculo?

Então é aqui que você vai saber como a gente faz.

Primeiro de tudo, você tem que entender que o teatro é muito plural e que existem muitos, mas muuuuuuuitos meios, para você construir uma cena ou espetáculo, que não há uma fórmula exata, mas que há atalhos que podem facilitar nessa construção. 

Por isso que vou dividir em várias edições e você poderá acompanhar como é cada processo - o que nós fazemos no curso ou nos nossos espetáculos.

Captou a nossa mensagem? Então vamos lá! 

O que fazemos no Curso - Turma Livre?

Se você ainda não sabe, nós oferecemos o Curso de Teatro, voltado para pessoas que nunca fizeram teatro ou para pessoas que já tem uma certa prática e ainda oferecemos para diversas faixas etárias.

Hoje vamos falar da Turma Livre para Adultos, voltado para pessoas que nunca mexeram com teatro.

Apresentação da turma Módulo I - 2017

Como os alunos são iniciantes, o nosso intuito é que o processo de montagem do exercício final seja feito da forma mais tranquila e natural possível, sem a pressão de se decorar um texto inteiro de uma obra dramartúgica ou se prender à uma forma de construir cena

Para isso, não nos apegamos a um texto pronto, sempre começamos esse processo como uma pesquisa sobre a nossa auto-imagem. Lançamos mão de exercícios que fazem com que os participantes tenham maior consciência do corpo, que se sintam à vontade em estar presente no palco. 

A partir daí que começamos a esboçar algumas cenas, sempre partindo das ideias de nossos participantes. O nosso papel como instrutores é incentivar ideias, estimular a criatividade e refinar  todo esse material para fazer a cena.

Apresentação da turma Módulo II - 2017

Não elaboramos um espetáculo tradicional com atos e intervalos. Isso causa muito trabalho e consequentemente, muita pressão e em pouco tempo. Diferente das turmas infantil e juvenil, os adultos carregam muito mais bloqueios, que são acumulados ao longo da vida, como por exemplo:  se portar no emprego, na universidade, nos eventos sociais; experiências passadas no período escolar; nossas vivências com  a família e amigos, coisas pelas quais as crianças ainda não passaram e os jovens recém começarão a passar

Fazemos como um mosaico, juntamos as peças aos poucos. Nesse meio tempo, quando percebemos que um fragmento de texto pode encaixar bem em uma dessas peças, incluímos no processo, começamos o trabalho com o texto - voz, entonação, pausas, respiração... mas sempre de uma forma tranquila. Os textos podem ser variados (até uma bula de remédio vale!) e sempre prestamos atenção para que não fiquem sobrecarregados. Não é uma regra, se há uma cena que não tem necessídade de ter texto, ela irá para o palco sem texto e ainda assim será uma  boa cena.

Apresentação da turma Módulo I - 2017

O resultado disso tudo é uma apresentação de esquetes - espetáculos de curta duração, no máx. 15 minutos. 

Aqui com as nossas turmas, pensamos na vergonha e no medo de se apresentarem para um público, portanto as apresentações são fechadas - dando o livre arbítrio para o participante escolher quem poderá assistir, ou então promovemos o intercâmbio entre turmas, em que uma assiste a outra.

E aí? O que acharam?

Se você já fez o Curso com a gente e quer acrescentar mais alguma experiência que você teve, comenta aqui embaixo que a tia vai ficar muito feliz.

Apresentação da turma Módulo II - 2017

Ficou morrendo de vontade de experimentar?

As matrículas para o primeiro semestre  estão encerradas e seráo reabertas na segunda metade do ano de 2018. Masssss, se você não aguenta esperar até o segundo semetsre, clique aqui que nesse final de semana vai rolar a nossa Oficina de Iniciação Teatral, que mostrará um pouquinho do que a gente faz no Curso. E temos vagas!

Até a próxima!




quinta-feira, abril 19, 2018

A palavra é...

Palco Italiano (pal.co. i.ta.li.a.no.)

Entrada do público para o espetáculo Amanha foi Outro Dia - aqui no Espaço Cultural Victorio Faccin, o palco é bem italiano: cena pra lá e público para cá.

Tipo de palco característico dos teatros europeus a partir do séc. XVII. Trata-se de um palco retangular, aberto para a plateia e delimitado pela boca de cena (onde normalmente fica a cortina). A relação entre atores e espectadores é sempre frontal. Popularmente chamado de Palco Italiano é, ainda, o mais comumente encontrado nos teatros existentes atualmente, e apesar das limitações, oferece condições de visibilidade, acústica e ilusionismo o mais próximo possível da perfeição. 

Além do palco italiano, existem outras configurações de palco:

- Giratório: Parecido com o italiano, ele possui mecanismos para girar o assoalho, facilitando a mudança de cenário. Um exemplo é o programa de televisão Vai que cola, do canal Multishow

- Galpão: Ao invés da plateia ficar frontalmente, ela ocupa as laterais do palco, transformando o mesmo em um grande corredor. A relação atores/plateia não fica só de frente, oferecendo uma maior amplitude da cena. Um exemplo é a sede do grupo Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez, em São Paulo.

- Arena: A cena fica totalmente no centro e a plateia fica em volta, formando um círculo. É uma confirguração característica dos espetáculos de rua, e oferece uma visão 360° da cena. 

- Semi-arena: Similiar à arena, com uma delimitação ao fundo da cena. Ali não há acesso ao público, é mais usado para desenvolvimento do espetáculo - troca de figurinos, descanso de atores. Um exemplo é o nosso espetáculo Amores aos Montes, onde delimitamos o fundo de cena com o nosso carrinho. 

- Black Box: É um espaço plural. Com a plateia feita basicamente por módulos, a configuração black box (caixa preta), permite montar o palco em diversas formas, incluse as que eu comentei antes. Aqui em Santa Maria temos um teatro assim - é o Teatro Caixa Preta, do Centro de Artes e Letras da Universidade Federal de Santa Maria (e temos um enorme carinho, pois todos nós, trabalhamos como monitores de lá, na nossa época de universitários)


MA CHE?! Comprendere il post, ragazzi?? 


Fonte: Dicionário de Teatro, de Luiz Paulo Vasconcelos

terça-feira, abril 17, 2018

O que é esse adesivo que tá no seu perfil?

Se você tem um amigo artista na sua rede social, provavelmente você viu a foto de perfil dele desse jeito: 



E deve tá se perguntando por quê que tá com esse adesivo?

Senta aqui com a tia que vai tentar explicar. 

Lei para artistas

Primeiro de tudo você deve saber que todos os artistas e outros trabalhadores que se envolvem em produções culturais e artísticas tem uma lei federal. 

Estamos falando da Lei n° 6.533, que reconhece a nossa profissão legalmente. 

Mas o que isso significa para os artistas?

Ter uma profissão reconhecida por lei significa que temos direitos garantidos, tais como: piso salarial para cada categoria, aposentadoria, férias, assistência de sindicatos, limite de horas trabalhadas/semana e muitos outros direitos trabalhistas. 

Não foi fácil conseguir essa lei. Ela foi homologada em 1978, justamente em um período bem crítico - estávamos na era da ditadura - e firma a obrigatoriedade de ser ter um registro profissional para exercer a profissão artística: é o tão comentado DRT e é indispensável para a participação de grandes festivais de teatro, produções cinematográficas, telenovelas... 

Não estamos falando só de atores e nem só de teatro
Art . 2º - Para os efeitos desta lei, é considerado:
I - Artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública; 
II - Técnico em Espetáculos de Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa, individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à elaboração, registro, apresentação ou conservação de programas, espetáculos e produções.
Portanto,  a lei abrange TODOS que trabalham com arte, não só atores, mas os técnicos que viabilizam as produções culturais. Ponha nesse balaio, além dos atores, operadores de luz, operadores de som, iluminadores, sonoplastas, figurinistas, cabeleleiros, maquiadores, camareiros, diretores, assistentes de direção, produtores, cenográfos, bailarinos, contrarregras, cenotécnicos, coreógrafos, artistas circenses (palhaços, malabaristas...), figurantes, animadores de festa, performers, eletricistas de palco, maquinista, roadies, dubladores... 

Agora imagina essa quantidade de profissionais perdendo todos os direitos conquistados. 

Adultos, jovens e crianças - é uma responsabilidade enorme apresentar um bom trabalho. Foto: Thiago Formentini

"Não é o exatamente querem fazer", mas essa será a consequência 

O que está em voga agora é que o Supremo Tribunal Federal quer tirar a obrigatoriedade de registro para se trabalhar com arte (ADPF n° 183 e 293).  

Trocando em miúdos, não precisará ter DRT para trabalhar em produções artísticas

Ah, Aline, mas isso não é bom? Não estaríamos democratizando o acesso à arte, permitindo que pessoas que não tem como passar por um Ensino Superior ou Curso Profissionalizante possam exercer essas funções?

Aí é que está! É uma faca de dois gumes, pois conseguimos entender que é necessário a arte ter essa abertura com a comunidade, mas a partir do momento em que não há uma lei que possa organizar e batalhar pelos direitos, vira uma verdadeira bagunça! 

Acabarão dando o aval para nos contratar do jeito que quiserem: 

- exigindo cachês com  valores muito abaixo do que o necessário;
- não sendo obrigados a pagarem um valor extra em caso de insalubridade ou excesso de horas trabalhadas;
- em caso de doença, não teremos direito ao auxílio-doença, podendo nos substituir sem pagamentos de horas trabalhadas anteriormente; 
- artistas mulheres perderão a licença maternidade, e nem poderemos pensar em plano de carreira e aposentadoria. 

Isso é apenas a ponta do iceberg. 

Quando tiramos a fiscalização da lei, poderemos nos deparar com profissionais incapacitados de exercer a função, podendo ser um grande perigo. Imagina deixar um projeto de luz de palco para alguém que não entende o mínimo de eletricidade, por exemplo?

Cada coisinha aí em cima da bancada do espetáculo "Say Hello para o Futuro" teve muitas mãos antes de tu ver no palco.

Segundo o STF, a lei que reconhece a profissão de artista e técnicos violaria a Constituição Federal (a mãe de todas leis do Brasil), principalmente  no 5° artigo, incisos IV, IX e XII, que 
“asseguram a livre manifestação do pensamento, a liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura, além do livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão”
Mas temos que saber diferenciar a livre expressão artística e o exercício profissional da arte - quando há uma relação de trabalho.

Trocando em miúdos, uma coisa é você ter a liberdade de se expressar artisticamente, compondo uma música, por exemplo, sem ser censurado. Outra coisa é você depender do trabalho artístico para pagar os seus boletos.  Botar esses dois conceitos em uma mesma balança, deslegitima justamente àquelas pessoas que precisam da arte para sobreviver. 

Por isso que há de se lutar para que não aconteça, trabalhamos com arte e para a arte e, como qualquer trabalho, também exigimos ter direitos.

Dia 26 de abril será crucial, pois é quando o STF julgará essa ação. 

Se você quer nos ajudar de alguma forma, assine o abaixo-assinado, converse com amigos e difunda a importância de se ter um trabalho digno e regulamentado também nas artes, que é uma área já subjulgada e marginalizada.

#profissaoartista
#merecemosdireitos





quinta-feira, abril 12, 2018

Amores na estrada!

Depois de um tempinho no hiato, o Amores aos Montes vai botar o pé na estrada por esse Rio Grande do Sul. 

Foto: Ronald Mendes

A parada da vez é Faxinal de Soturno (RS)!

A Prefeitura de Faxinal do Soturno tem um evento bem bacana que se chama Tô na Praça! que junta diversas atividades, como show musical, exposição e venda de produtos locais, como artesanato, concurso cultural, brinquedos, mateada e claro... Teatro!




É um evento bem cara de família! Então se você está em Faxinal, ou tem um parente que mora lá, avisa para se programar, pois vai ser um domingão bem legal. Já separa a sua cadeirinha e seu chimarrão e bora curtir!

Então anota aí:

AMORES AOS MONTES no Tô na Praça!
15 de abril de 2018 - 15h 
Praça Matriz Vicente Palotti
Faxinal do Soturno - RS
GRATUITO

Foto: Carolina Carvalho

Não sabe de qual espetáculo tô falando? Clique aqui e saiba mais sobre Amores aos Montes.

Já confirmou a sua presença no evento? Clique aqui para confirmar!

Contamos com a sua presença!

Até mais!