segunda-feira, junho 21, 2010

Um viva ao teatro independente!

A terceira edição do FETISM - Festival de Teatro Independente de Santa Maria, infelizmente acaba de acabar.  Foram dez dias de muito teatro, muita agitação, muitos debates, muitas entrevistas, muitas conversas, muito de um pouco de tudo. O Teatro Por Que Não? termina este festival extremamente enriquecido e revigorado com tudo que nos foi dito.

Nell (Rafaela Costa) e Nagg (Felipe Martinez) afundados em seus latões - Por Nathália Schneider

"Fim de Partida"... Esse nome (por coincidência será?) fechou este lindo festival na noite de sábado, no Theatro Treze de Maio, levando as pessoas que lá estavam para aquele mundo de jogos ensaiados e ditos e malditos. Para aquele sempre mesmo repetir das coisas, para as mesmas batidas de um relógio que não funciona por ter pouco funcionado ou que não funciona por ter funcionado demais.

Clov (Cauã Kubaski) leva Hamm (André Galarça) para tocar a "velha parede" - Por Nathália Schneider

Foi incrível para nós, como grupo, como equipe, como pessoas, como seres humanos. Concluimos, na madrugada pós espetáculo, que foi uma prova. Assim, de repente, de um dia para o outro, e sem se programar com antecedência, fazer aquele espetáculo, encontrando uma brecha para ensaio, sair correndo pra montagem de luz, fazer cabelos, maquiagens, arrumar espaço, cenário, dar os últimos retoques e, quando vimos, plim! 16 mãos dadas como um elo de ligação e uma corrente de energias, lágrimas, sorrisos, olhos que brilhavam, olhos que não enxergavam, dentro em pouco estariam eles quatro em cena. Em latões, em cadeiras-de-rodas, subindo em escadas, mas em cena. Como a gente gosta. Mostrando não só nossa cara, não só nosso trabalho, mas todas as nossas vivências expurgadas e espatifadas e derramadas sob os refletores, esperando para serem trocadas com as vivências daquele público, de olhos curiosos mas, com certeza, de coração aberto.

O despertador, afinal, está funcionando... - Por Gabriela Belnhak Moraes

Vale a pena, e muito. Vida longa ao FETISM, por que ele merece, nós merecemos e, mais do que ele e do que nós, essa cidade precisa! O Teatro Por Que Não? acabou criando um elo muito bonito com este festival, que esperamos ser longo e duradouro. Por todos esses dias de FETISM, por todos esses espetáculos, por nos alimentarem de teatro e por nos deixar alimentar: um viva ao teatro independente!

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