sexta-feira, fevereiro 11, 2011

O Abajur Lilás

apresenta






RELEASE DO ESPETÁCULO
A amarga realidade brasileira de forma explícita diante do público, que se faz cúmplice da violência de uma parcela da sociedade, que vive em situações extremas. Prostitutas submetidas a opressões, humilhações e torturas de um inescrupuloso homossexual, dono do prostíbulo, e seu violento serviçal. O valor da vida reduzido a menos que um 'abajur lilás'. Escrita há mais de 40 anos, O Abajur Lilás, de Plínio Marcos, é impressionantemente atual, e o público que assiste passivo, é um retrato fiel da sociedade.


SOBRE A MONTAGEM
Em O Abajur Lilás o grupo propõe uma aproximação entre o público e a linguagem de Plínio Marcos. Transformando o espectador em um elemento ativo dentro do espetáculo, derrubando a divisão entre este e os atores. O público faz parte da cena. Em uma linguagem atual, que retrata o 'sub-mundo' da sociedade brasileira, o grupo busca aprofundar a relação do espectador com este universo, um mundo no qual cada palavra, cada ação, pode ser fatal. Personagens comuns do povo brasileiro, com características viscerais, em um ambiente onde a vida parece não ter valor algum.

 

FICHA TÉCNICA

Direção
Felipe Martinez

Elenco
Aline Ribeiro
Cauã Kubaski
Deivid Machado Gomes
Juliet Castaldello
Luiza de Rossi

Iluminação e Assistência de Direção Rafaela Costa
Sonoplastia
André Galarça

Cenografia
Marcos Paiani e Teatro Por Que Não?

Figurinos
Cândice Lorenzoni e Teatro Por Que Não?

Maquiagem
Teatro Por Que Não?



CURRÍCULO DO ESPETÁCULO

Apresentações realizadas

2009
10 de dezembro – Estréia do espetáculo no Bar São Francisco, em Santa Maria - RS.

2010
05 de fevereiro – Apresentação pelo Programa de Extensão Teatro Fora do Eixo, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
12 de fevereiro – Apresentação pelo Programa de Extensão Teatro Fora do Eixo, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
17 de março – Apresentação na Semana da Calourada do Curso de Artes Cênicas da UFSM, no Teatro Caixa Preta – Espaço Rosane Cardozo, em Santa Maria - RS.
27 de março – Apresentação no evento 27 Horas Ininterruptas de Teatro, em Vale do Sol - RS.
10 de abril – Apresentação pelo projeto Treze: O Palco da Cultura, no Theatro Treze de Maio, em Santa Maria - RS.
13 de junho – Apresentação no 3º. FETISM – Festival de Teatro Independente de Santa Maria, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
8 de julho – Apresentação para a Sessão Maldita, do Festival Rosário em Cena, em Rosário - RS.
11 de julho – Duas apresentações no 23º. FITUB – Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, em Blumenau – SC.
08 de setembro – Apresentação pelo projeto Palco Fora do Eixo, no Macondo Lugar, em Santa Maria - RS.
9 de outubro –Apresentação no 14° Festival Santiago Encena, em Santiago - RS.
18, 20, 21, 22 e 24 de outubro – Sete apresentações pelo projeto VEM: Valor, Ética e Moral, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo - SP.
23 de novembro – Apresentação no Hotel Morotin, na Semana da Erradicação da Violência Contra a Mulher, em Santa Maria - RS.


PREMIAÇÕES DO ESPETÁCULO

No 23° FITUB - Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau
Melhor atriz para Aline Ribeiro
Melhor direção para Felipe Martinez
Indicações de melhor espetáculo e melhor atriz para Juliet Castaldello

No 14° Santiago Encena
Melhor maquiagem para o grupo
Melhor atriz para Aline Ribeiro
Melhor direção para Felipe Martinez
Melhor espetáculo
Indicação de melhor ator para Cauã Kubaski


OPINIÃO: REALISMO DO INÍCIO AO FIM
por Vinícius Batista, Jornal de Santa Catarina

As sobrancelhas bem-feitas e arqueadas de Giro, o homossexual dono de um prostíbulo, interpretado pelo ator Cauã Kubaski, enfrentavam o público que se acomodava no pequeno auditório do Teatro Carlos Gomes para assistir O Abajur Lilás, a segunda peça da Mostra Universitária Nacional do Fitub, domingo à noite. Suas “funcionárias”, o trio Célia, Dilma e Leninha, circulavam entre as pessoas, com cigarro na mão e se aproveitando do colo de alguns homens, enquanto a trilha, com sambas antigos, criava um clima boêmio.
O realismo da preparação antes de subir ao palco continuou no enredo e na interpretação do Grupo de Teatro Por Que Não?, de Santa Maria (RS). O texto de realidade crua e nua de Plínio Marcos encontrou a medida certa nos personagens. Nem exagerado e sério demais, nem superficial e somente cômico. Trágico e engraçado, o enredo ganha força na cena final, quando o personagem Oswaldo, até então em segundo plano, se destaca e as atrizes se esgotam no sofrimento de seus papéis.
A cenografia simples colaborou para realçar o realismo da interpretação. O cansaço natural dos atores – o grupo apresentou o espetáculo em dois horários no mesmo dia – estava registrado na voz rouca, mas não fez o grupo perder pontos.

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Créditos para as fotografias de:
Gerardo Martinez (1ª, 2ª, 4º e 5º)
Rafaela Martins (3ª)
Carlos Donaduzzi (6ª)

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