domingo, janeiro 23, 2011

Ajudas, trocas, parcerias... Assim também nasce a criação!

Primeira parte


A arte como profissão

No século XXI, mais especificamente no ano de 2010, uma aliança de oito pessoas surge com o objetivo de levar adiante um conjunto de obras dramáticas criadas para serem representadas nos palcos, assim como as técnicas e os meios artísticos que concorrem para esta representação. Essa aliança não surge somente com esse objetivo; há um entusiasmo dentro de cada um que ajuda essa união a seguir adiante: a arte em si!

O sentido da palavra “arte” assim como a classificação das atividades a ela ligada, variou muito desde o início da Idade Média européia. Esta tinha herdado da Antiguidade a noção de “artes liberais”, atividades intelectuais opostas àquelas em que intervinham a mão e o material. Mesmo considerando esses “ofícios” como inferiores, reconheceu-se a arte como profissão! Ofícios estes que exigiam especulação intelectual. Formou-se então o grupo das belas-artes: arquitetura, escultura, pintura, gravura e teatro, às quais se juntaram com a música e com a coreografia. Os que as praticavam passaram da situação de trabalhadores ou artesãos à posição mais independente de artistas.

Finalmente, diante de uma civilização industrial que pretendia garantir por si mesma a produção de bens materiais, aquilo que se tinha até então como exceção se tornou habitual no século XIX e XX. Porém, a jornada daqueles que trabalhavam como independentes artistas, para se manterem em condições favoráveis, não foi pacata. Foi preciso muito esforço dos artistas para conseguir um destaque adequado à sua coragem, que não era pouca. Para poder sobressair-se perante os outros ofícios, os trabalhadores artistas precisavam de pessoas que os apoiassem, acreditassem e principalmente, financiassem seu trabalho; não demorou muito para que surgissem essas parcerias, tendo como maior exemplo as Cortes Reais.

Voltando ao século XXI e ao ano de 2010, o grupo Teatro Por Que Não?, assim como na história da antiguidade artística, precisou de parceiros para poder levar adiante o seu trabalho, que historicamente é tão antigo! Dentre essas parcerias, que ajudaram a fortalecer e a levar para frente o trabalho do Teatro Por Que Não? conta-se com apoiadores culturais e de divulgação, assim como parceiros no próprio teatro, sendo eles a revista O Viés, a agência publicitária Latino América e o grupo Teatro Camaleão.



Segunda parte

Um pouco sobre nossos apoiadores, parceiros e quem já nos ajudou!

A revista independente de Santa Maria, O Viés, formada por estudantes de Jornalismo, é um dos parceiros do Teatro Por Que Não? que apóia culturalmente e ajuda na divulgação através da revista impressa, lançada em dezembro de 2010 como edição especial de primeiro ano da revista. A agência publicitária Latino América, que reside também em Santa Maria, apóia o Teatro Por Que Não? também na divulgação, ajudando com a preparação de flyers, cartazes e banners. Ajudou o grupo na fabricação desses materiais para sua temporada em São Paulo e continuará ajudando para futuras apresentações e viagens; tendo em vista o material de divulgação do grupo no FRINGE 2011. O grupo Teatro Camaleão, além de apoiador cultural é também parceiro de cena! A peça “Acordo Íntimo” é a prova disso: tem direção de Eduardo Colombo, integrante do Teatro Camaleão, atuação de Aline Ribeiro, Felipe Martinez e Juliet Castaldelo, integrantes do Teatro Por Que Não? e iluminação de Luiza de Rossi, também integrante do Teatro Por Que Não?.

Além de parceiros e apoiadores, a Universidade Federal de Santa Maria, também ajudou o Teatro Por Que Não?, no quesito financeiro, através de bolsas e transporte para a participação do grupo em festivais fora de Santa Maria, tais como o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB), o festival Rosário Encena e o festival Santiago Encena. O jornal Diário de Santa Maria, em 2010 contribuiu com o Teatro Por Que Não? através da divulgação, onde anunciou as apresentações das peças no jornal, chegando a uma média de mais ou menos 30 matérias (pequenas, médias e de capa) sobre os espetáculos e sobre o grupo.


Agora em 2011, o Teatro Por Que Não? começa com novos parceiros e apoiadores. A Cia. de Retalhos, também de Santa Maria, será um dos novos parceiros de cena do Teatro Por Que Não? com o espetáculo “O fio da Navalha”, baseado na obra “Navalha na carne”, de Plínio Marcos, tendo no elenco Helquer Paez, Cândice Lorenzoni (integrantes da Cia. de Retalhos) e Cauã Kubaski, integrante do Teatro Por Que Não?, assim como Felipe Martinez, diretor da peça.

Mas não é só de Santa Maria que o grupo receberá apoio! Com a participação do Teatro Por Que Não? no FRINGE 2011, a procura por novos apoiadores fora da cidade está sendo grande! E só nesse mês de janeiro o grupo já foi beneficiado com novos parceiros que ajudarão na divulgação e, pasmem, com a alimentação do grupo no Festival! Os novos “Amigos do Teatro Por Que Não? no FRINGE 2011” são o restaurante Lonatto Carnes e Massas e a rádio Borda do Campo FM TV Web-Rádio.



Por fim, no seu primeiro ano oficial, nós, do Teatro Por Que Não? fomos muito bem acolhidos por nossos colaboradores, que nos ajudaram em diversos quesitos. Esperamos que nossos cúmplices continuem conosco em 2011, nos apoiando e, é claro, sendo apoiados por nós. Almejamos também que mais pessoas, grupos, empresas e órgãos surjam a fim de nos ajudar e, principalmente, a confiar em nós e no nosso trabalho! Muito Obrigado!

Confira os endereços eletrônicos:


Conheça os parceiros do TPQN? no FRINGE 2011:



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Texto: Rafaela Costa
Revisão: Felipe Martinez

quarta-feira, janeiro 19, 2011

A gente em gestão

Há alguns meses iniciamos uma jornada desafiadora dentro do mundo teatral. Não apenas desafios, mas também muito trabalho aguardava os primeiros passos de um grupo de teatro independente, o Teatro Por Que Não?. Trabalho. Esta palavra permeou constantemente nossos diálogos e ações em busca de êxitos e independência. Como acadêmicos e eternos aprendizes da arte, os caminhos inicialmente percorridos são desconhecidos e, por muitas vezes, árduos. 


Logo cedo outras perguntas que não a tradicional “teatro, por que não?” começaram a povoar as rodas de discussões e planejamentos de um grupo com sede de trabalho. Como? Onde? Quanto? Quem? Perguntávamo-nos. Além das perguntas, precisávamos, e continuaremos precisando de ações. A viabilização de espaços, estruturas, tempo, dinheiro, público, projetos e toda produção necessária para levantar a solidez de um grupo parecia tão importante quanto nossos espetáculos. E é! Da sala de ensaios para a sala de reuniões dividem-se as tarefas e empreitadas, onde as decisões definem o futuro próximo, bem como o distante. A gestão cabe ao grupo, a oito pessoas que aprendem no percurso. 


Para aqueles que questionam se artistas são capazes de gerir e produzir teatro, respondemos: estamos aprendendo. Gráficos, estimativas, divulgações, contabilidade, designs, projetos, arquivologia, tecnologias em informática também fazem parte do rol de atividades da nossa arte. E ainda sobra espaço para a amizade que costura a nossa produção artística. Uma parceria que ambiciona crescimento, uma parceria feita por pessoas, por gente, por nós.

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Texto: André Galarça

sábado, janeiro 15, 2011

A queda do quarto muro


Ela já entrava falando. Vinha na personagem e dizia coisas engraçadas. A maioria das pessoas ria, eu também, mas bem contido. Porque a essa altura eu me escondia, morrendo de medo que ela me visse e, na frente de todos, eu tivesse que interagir.
- M. Figueiredo, espectador de “Maria Metade”


Por que nos provoca a presença de um ator vivenciando o seu personagem? Para muitos instiga, para outros encanta, e ainda para alguns, apavora. O que há de mágico, de desafiador, no pequeno e invisível espaço entre a máscara e o olhar atento daquele que vê? Uma busca por identificação, por reconhecimento, uma espécie de “jogo do espelho” que entrelaça a fantasia e a realidade? Sabemos, enquanto “teatreiros”, que há uma grande pitada de loucura em ser-se outro. Então, seria o espectador alguém sedento por essa fagulha de loucura? Por essa luz de alucinação lúcida que permite ao ator mergulhar em uma faceta de si, uma faceta, quem sabe, também daquele que o observa?


A relação entre ator e espectador tem de ser face a face. Retiram-se os traços da cena ilusionista. [...] São concebidas formas diversas da tradicional cena italiana de uma maneira que incite o espectador a sair do lugar comum.¹


Muitas encenações contemporâneas vêm bombardeando a tradicional “quarta parede” e reunindo seus cacos na experimentação criativa de novas possibilidades. Dentre suas atitudes ousadas, estão: privação da acomodação, alterando ou eliminando as confortáveis poltronas que costumam fixar o público; desconstrução da clássica lógica sequencial aristotélica (aquela que prevê início, meio e fim à saga do herói) atitude que nos conduz a exercitar a imaginação; e principalmente, furando a tela invisível que nos afasta da loucura desses seres “possuídos”, “encarnados”, fazendo com que estes passem a estatelarem-se diante de nós ao ponto de nos integrarem ativamente ao fluxo dramático.

Em algumas peças - sem a convenção do quarto muro - as barreiras de interação diminuem ainda mais profundamente. O espectador é submergido ao fluxo de um rio cujas margens (ele mesmo) têm consciência sobre o seu poder de intervenção, de modificação e transformação dos “fictícios” fatos. O personagem/ator navega à deriva em busca de um porto distante. Ele possui apenas um mapa (roteiro, canevas²), mas para tornar-se capaz de compreendê-lo, precisa provocar constantemente a interação dos presentes. Esse marujo abre, então, espaço para o jogo entre o que convencionalmente separa a cena do público, e desenvolve seu percurso sobre os registros das novas relações traçadas.

Teatro pós-moderno? Pós-dramático? Uma definição nos cabe aqui? Que venha o futuro, que venham os artistas com impulsos inovadores, que venha a transgressão, a experimentação! E, M. Figueiredo, esse é o seu momento, a sua vez dentro do “foco dos refletores”, deixe sua alma esvair-se nesse fluxo criativo... permita-se!

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Para saber mais:
- Estação Teatro, Teatro Pós-dramático: Um estudo. http://estacaoteatro.wordpress.com/textos-e-reflexoes/teatro-pos-dramatico-um-estudo/

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¹ Lima, Evelyn F. W. Etraído de http://www.polemica.uerj.br/pol21/cimagem/p21_evelyn.htm em 2 jan 2011.
² O Canevas é o roteiro de uma peça, ele guia as improvisações dos atores, em particular na Commedia Dell’Arte. Constitui-se por pontos de referência que interligam a trama, sugerem jogos de cena e/ou alinham efeitos especiais.

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Texto: Luiza de Rossi




quarta-feira, janeiro 12, 2011

Novos clicks

Boa noite!

Uma simples postagem para disponibilizar novos clicks do espetáculo "Matrimônio", que estreou no Teatro Caixa Preta, em novembro de 2010. As fotografias são de Fernanda Simon.

Saudações Teatrais! Até logo!







segunda-feira, janeiro 10, 2011

Por que não no FRINGE?

Amigos e teatreiros!


O Teatro Por Que Não? informa que, durante o final do mês de março e início do mês de abril acontece o FRINGE, mostra paralela ao Festival de Teatro de Curitiba, e que nós estaremos lá marcando presença com dois espetáculos: O Abajur Lilás e Fim de Partida.
Teremos três apresentações de cada espetáculo e estamos nos organizando para que dê tudo certo com nossa passagem pelo Paraná, estado ainda não explorado pelo TPQN?. Por isso, em breve, esta página será incrementada com mais informações referentes à essa nova viagem.

Por enquanto, deixamos disponíveis as datas e o local das apresentações:

O Abajur Lilás
01/04/2011 às 17h
02/04/2011 às 20h
03/04/2011 às 14h

Fim de Partida
07/04/2011 às 20h
08/04/2011 às 17h
09?/04/2011 às 14h

As apresentações acontecem no Centro Cultural Boqueirão - Rua José Guercheski, 04, Curitiba - PR

Para mais informações sobre o festival: http://www.festivaldeteatro.com.br/ e http://www.fringe.com.br/

sábado, janeiro 08, 2011

O Palco e os "por quês"

Se existe algo que cada pessoa que se envolve com o fazer teatral percebe, seja rapidamente, ou leve um pouco mais de tempo, é que a máxima “teatro não se faz sozinho” é totalmente verdadeira. Há até quem diga que não se faz nada sozinho, porém nesse caso já não posso afirmar com certeza, mas teatro, bom... Esse sim não se faz sozinho, mesmo. Acontece que, uma vez que temos a percepção disso, chega o momento de fazer escolhas, e é esse, na verdade, o passo fundamental que alavanca todo o resto. Esse ano, nós fizemos escolhas entre as opções que surgiram no caminho de cada um, acabamos escolhemos o trabalho em prol do coletivo, e não por acaso, podemos agora depois de um ano intenso, afirmar que escolhemos corretamente.

O Teatro Por Que Não?, em seu primeiro ano de trabalho enquanto grupo, decidiu unir-se ao Palco Fora do Eixo, iniciativa que, em Santa Maria, foi inserida pelo Macondo Coletivo. A pergunta inicial (que é a mesma que sempre inicia tudo) é o óbvio ‘por quê?’. Mas a resposta, caso já não baste o nome do grupo, é muito simples: porque o PFE representa tudo o que em nosso trabalho buscamos de alguma forma concretizar, e é o oposto de tudo aquilo que sempre reclamamos, porém nem sempre realizamos o esforço necessário pra transformar: falta de espaços, falta de divulgação, falta de público (sim reclamamos disso também!), falta de oportunidades, falta disto, falta daquilo, falta daquele outro... Nesse trabalho às vezes parece que tudo falta, quando na verdade falta levantar a cabeça e realmente trabalhar. A sociedade se transforma cada vez mais e mais rápido, e infelizmente muitos que estão no fazer teatral não vêem isso, e o teatro (não falo enquanto forma ou conteúdo, mas como produção teatral) não deve ficar parado no tempo. Cristalizar a forma de pensar algo é prejudicial em qualquer caso. Na arte, então, é suicídio.

Esse foi o primeiro ano de atividades e o saldo foi muito positivo. O Palco realizou diversas ações, com as quais fomos aprendendo cada vez mais. Espaços diferentes, idéias novas, pessoas desconhecidas e conhecidas, erros bobos, acertos incríveis, lidamos com muitos tipos de situações e vivemos experiências produtivas a cada mês. E ano que vem estaremos novamente nesse trabalho, mais forte e mais experiente com todas as conquistas de 2010, como os novos espaços que já foram conquistados e estão sendo utilizados, e serão cada vez mais, os novos integrantes que entram, e os planos para poder, cada dia mais, tornar o PFE algo maior e de todos. Pode não ser fácil, mas que vale à pena, já ficou bem claro que vale.

Imagens e registros de algumas ações do PFE em 2010.


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Texto: Felipe Martinez
Revisão: Juliet Castaldello

terça-feira, janeiro 04, 2011

O Abajur Lilás


Foto: Eduardo Ramos

SINOPSE
Escrita há mais de 40 anos, no ápice da repressão e da censura pela ditadura militar no Brasil, O Abajur Lilás, de Plínio Marcos, retrata a amarga realidade de personagens marginalizadas. Com uma linguagem naturalista e visceral, a obra apresenta um universo de violência e opressão onde prostitutas são submetidas aos abusos de um inescrupuloso dono de prostíbulo e seu violento serviçal. Um ambiente onde os jogos de poder e os conflitos de interesses podem reduzir o valor da vida a menos que um abajur lilás.

Foto: Eduardo Ramos

SOBRE A MONTAGEM
Em O Abajur Lilás o grupo propõe uma aproximação entre o público e a linguagem de Plínio Marcos. Transformando o espectador em um elemento ativo dentro do espetáculo, derrubando a divisão entre este e os atores. O público faz parte da cena. Em uma linguagem atual, que retrata o 'sub-mundo' da sociedade brasileira, o grupo busca aprofundar a relação do espectador com este universo, um mundo no qual cada palavra, cada ação, pode ser fatal. Personagens comuns do povo brasileiro, com características viscerais, em um ambiente onde a vida parece não ter valor algum.


Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

FICHA TÉCNICA
Texto: Livremente inspirado no texto homônimo de Plínio Marcos
Direção: Felipe Martinez
Elenco: Aline Ribeiro, Cauã Kubaski, Deivid Machado Gomes, Juliet Castaldello e Luiza De Rossi
Iluminação e Assistência de Direção: Rafaela Costa
Sonoplastia: André Galarça
Cenografia: Marcos Paiani e Teatro Por Que Não?
Figurinos: Cândice Lorenzoni e Teatro Por Que Não?
Maquiagem: Teatro Por Que Não?

Foto: Eduardo Ramos

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Público: Adulto (o espetáculo não é aconselhável para menores de 18 anos).
Duração: 70min.
Equipe: 8 pessoas (diretor , 5 atores, operador de som, operador de luz).
Necessidades Físicas: 7m de largura, 5m de profundidade, 5m de altura (altura da vara). Além de teatros, o espetáculo pode ser apresentado em espaços alternativos (bares). Banheiro com chuveiro quente e espelho.
Necessidades Ténicas: Iluminação - (quando apresentado em teatro) 13 refletores PC 1000w; Sonorização: CD player com caixas de som adequadas ao ambiente.
Tempo aproximado de montagem: 2 horas.
Tempo aproximado de desmontagem: 1 hora.

Foto: Eduardo Ramos

CURRÍCULO DO ESPETÁCULO
Apresentações realizadas

2009
10 de dezembro – Estréia do espetáculo no Bar São Francisco, em Santa Maria - RS.

2010
05 de fevereiro – Apresentação pelo Programa de Extensão Teatro Fora do Eixo, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS. 
12 de fevereiro – Apresentação pelo Programa de Extensão Teatro Fora do Eixo, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
17 de março – Apresentação na Semana da Calourada do Curso de Artes Cênicas da UFSM, no Teatro Caixa Preta – Espaço Rosane Cardozo, em Santa Maria - RS.
27 de março – Apresentação no evento 27 Horas Ininterruptas de Teatro, em Vale do Sol - RS.
10 de abril – Apresentação pelo projeto Treze: O Palco da Cultura, no Theatro Treze de Maio, em Santa Maria - RS.
13 de junho – Apresentação no 3º. FETISM – Festival de Teatro Independente de Santa Maria, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
8 de julho – Apresentação para a Sessão Maldita, do Festival Rosário em Cena, em Rosário - RS.
11 de julho – Duas apresentações no 23º. FITUB – Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, em Blumenau – SC.
08 de setembro – Apresentação pelo projeto Palco Fora do Eixo, no Macondo Lugar, em Santa Maria - RS.
9 de outubro –Apresentação no 14° Festival Santiago Encena, em Santiago - RS.
18, 20, 21, 22 e 24 de outubro – Sete apresentações pelo projeto VEM: Valor, Ética e Moral, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo - SP.
23 de novembro – Apresentação no Hotel Morotin, na Semana da Erradicação da Violência Contra a Mulher, em Santa Maria - RS.

2011
1, 2 e 3 de abril - Três apresentações no Festival de Curitiba, no Centro Cultural Boqueirão, em Curitiba - PR.
06 de maio - Apresentação pelo 1º MOSAICO - Mostra Artística Independente do Catálogo Teatro Por Que Não?, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS.
28 de agosto - Apresentação do 13ª Festival Pedritense de Teatro, em Dom Pedrito - RS.

2012
28 de janeiro - Apresentação da casa de Diogo Reck Figueiredo, como premiação da rifa Por Que Não? em sua casa!, em Santa Maria - RS.
25 de fevereiro: Apresentação no mês de aniversário de 2 anos do Teatro Por Que Não?, no Espaço Cultural Victório Faccin, em Santa Maria - RS
10 de março: Apresentação no Festival Periferias, na cidade de Sintra - Portugal.
17 e 18 de março: Duas apresentações na Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa - Portugal.
05 de maio: Apresentação no 2º MOSAICO - Mostra Artística Independente do Teatro Por Que Não?, como contrapartida ao Ministério da Cultura Brasileiro, pelo projeto Por Que Não? em Portugal contemplado pelo projeto de Intercâmbio e Difusão Cultural.

Foto: Eduardo Ramos

PREMIAÇÕES DO ESPETÁCULO

No 23° FITUB - Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau
- Melhor atriz para Aline Ribeiro.
- Melhor direção para Felipe Martinez.
- Indicações para: melhor atriz (Juliet Castaldello) e melhor espetáculo.

No 14° Santiago Encena
- Melhor maquiagem para o grupo.
- Melhor atriz para Aline Ribeiro.
- Melhor direção para Felipe Martinez.
- Melhor espetáculo.
- Indicação para: melhor ator (Cauã Kubaski).

No 13º Festival Pedritense de Teatro
- Melhor atriz coadjuvante para Aline Ribeiro.
- Indicações para: melhor cenografia, melhor atriz coadjuvante (Luiza de Rossi, Juliet Castaldello) e melhor direção (Felipe Martinez).

Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

OPINIÃO: REALISMO DO INÍCIO AO FIM
por Vinícius Batista, Jornal de Santa Catarina

"As sobrancelhas bem-feitas e arqueadas de Giro, o homossexual dono de um prostíbulo, interpretado pelo ator Cauã Kubaski, enfrentavam o público que se acomodava no pequeno auditório do Teatro Carlos Gomes para assistir O Abajur Lilás, a segunda peça da Mostra Universitária Nacional do Fitub, domingo à noite. Suas “funcionárias”, o trio Célia, Dilma e Leninha, circulavam entre as pessoas, com cigarro na mão e se aproveitando do colo de alguns homens, enquanto a trilha, com sambas antigos, criava um clima boêmio.
O realismo da preparação antes de subir ao palco continuou no enredo e na interpretação do Grupo de Teatro Por Que Não?, de Santa Maria (RS). O texto de realidade crua e nua de Plínio Marcos encontrou a medida certa nos personagens. Nem exagerado e sério demais, nem superficial e somente cômico. Trágico e engraçado, o enredo ganha força na cena final, quando o personagem Oswaldo, até então em segundo plano, se destaca e as atrizes se esgotam no sofrimento de seus papéis.
A cenografia simples colaborou para realçar o realismo da interpretação. O cansaço natural dos atores – o grupo apresentou o espetáculo em dois horários no mesmo dia – estava registrado na voz rouca, mas não fez o grupo perder pontos.
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