quinta-feira, junho 30, 2011

Galo Preto, Bufo no Cangote!

Santa Maria revisitou o inverno nessa semana, e a verdade é que tá muito frio! Pois então, um bom samba, uma cervejinha, e um Bufo no Cangote pra esquentar você: é a Festa do Galo Preto!

Arte do cartaz: Elias Maroso

Galo Preto, Bufo no Cangote!

Qual seria a combinação de um Galo Preto e um Bufo no Cangote... Quer descobrir? Pois então, sem se preocupar muito com que roupa você vem, venha festejar até amanhecer na Festa do Galo Preto, com direito à uma palinha de Bufo no Cangote, o espetáculo da programação do mês de julho, do Palco Fora do Eixo SM. Além disso, você aproveita as muitas palinhas de um bom som brasileiro, arrastando as sandálias até gastar! A festa acontece no dia 02 de julho, no Macondo Lugar, a partir das 23h, e a renda da festa será revertida para a realização do 4º FETISM - Festival de Teatro Independente de Santa Maria.

O QUE? Galo Preto, Bufo no Cangote!
ONDE? Macondo Lugar (Serafim Valandro, 643)
QUANDO? Sábado, 02 de julho
QUE HORA? A partir das 23h
QUANTO? R$ 6 até às 00:00 e R$8 após.

Contamos, contagiamos e bufamos com suas presenças!

quarta-feira, junho 29, 2011

Música, cor e poesia...

A todos os interessados em assistir teatro...

A história de amor mais bela de todos os tempos, imortalizada pelo texto de de William Shakespeare, será apresentada pela montagem da Cia Retalhos de Teatro, com um toque especial de música, cor e poesia! O Teatro Por Que Não? indica o espetáculo Romeu e Julieta, que acontece na sexta-feira, dia 01 de julho, no Theatro Treze de Maio, às 20h30min, fazendo parte do Projeto 13: O Palco da Cultura.


Ficha Técnica: Direção de Helquer Paez - Atuação de Cauã Kubaski, Helquer Paez, Jeferson Ilha, Juliet Castaldello, Karina Maia e Paula Saccol - Iluminação: Luiza de Rossi - Trilha Sonora, cenário, figurino e maquiagem: O grupo - Programação visual: Elias Maroso - Realização: Cia Retalhos de Teatro - Duração: 50min - Classificação: Livre 


O QUE? Romeu e Julieta, da Cia Retalhos de Teatro
ONDE? Theatro Treze de Maio (Praça Saldanha Marinho, s. nº)
QUANDO? Sexta-feira, 01 de julho
QUE HORA? 20h30min
QUANTO? R$12 (inteira), R$6 (meia)


Nos vemos lá! Abraços a todos!

terça-feira, junho 28, 2011

Por que não em sua casa?

Um espetáculo em sua casa..! Por que não?


Estamos promovendo uma rifa, que terá seus lucros destinados à viagem do TPQÑ? ao III Festival Nacional de Teatro de Goiânia. E o prêmio da rifa é uma apresentação do espetáculo O Abajur Lilás na sua casa! Cada número custa apenas R$2! Abaixo, as instruções da rifa:

1 - A apresentação do espetáculo para o ganhador da rida deve ser realizada na cidade de Santa Maria - RS - Brasil, em uma residência da escolha do felizardo!
2 - A data e o horário da apresentação-prêmio será definida conforme a agenda do grupo, em conjunto com a disponibilidade de horários do ganhador.
3 - O espetáculo que está sendo rifado - O Abajur Lilás - não é recomendável para menores de 18 anos.
4 - O sorteio será realizado dia 01 de agosto de 2011!

Mais informações em teatroporquenao@gmail.com ou pelos números (55)99263797 - (55)91425890!
Abraços à todos e saudações teatrais!

segunda-feira, junho 27, 2011

(pausa dramática) - 2ª edição

Após o Teatro Por Que Não? ter dado a largada para o (pausa dramática), que estreou no dia 20 de junho, o evento tem sua segunda edição na próxima segunda-feira, dia 04 de julho, no Boteco do Rosário, às 20h. Os artistas cênicos Daniel Plá, Daniela Varotto e Anderson Martins realizarão a leitura do texto O Urso, de Anton Tchekhov. 


Ainda não conhece o (pausa dramática)? Trata-se de um evento de leituras livres de textos teatrais, realizado pela parceria entre Teatro Por Que Não? e Boteco do Rosário. As leituras acontecerão quinzenalmente, sempre às segundas-feiras, no Boteco do Rosário (Rua do Rosário, 400), às 20h, com entrada franca! É só aparecer e apreciar! A cada edição do (pausa dramática), um grupo diferente será convidado, tendo a liberdade de escolher qual a leitura que quer fazer. 

O QUE?: Segunda edição do (pausa dramática), com a leitura de O Urso, de Anton Tchekhov, feita por Daniel Plá, Daniela Varotto e Anderson Martins. 
QUANDO?: Segunda-feira, dia 04 de julho.
ONDE?: Boteco do Rosário (Rua do Rosário, 400).
QUE HORA?: 20h.
QUANTO?: De graça!

quarta-feira, junho 22, 2011

Goiânia! Por que não?


Amigos, teatreiros, e todos que nos acompanham... O Teatro Por Que Não? vai explorar uma região ainda desconhecida por esses oito sedentos teatreiros: Goiânia!

Muito alegres, empolgados e satisfeitos, anunciamos que o espetáculo Fim de Partida, do Teatro Por Que Não?, foi selecionado para participar da mostra competitiva do III Festival Nacional de Teatro de Goiânia - "O Teatro Sob Pressão", que acontece de 17 a 24 de julho de 2011.

O festival é promovido pela Companhia Teatral Oops!, e em sua programação há espetáculos de todo país, espetáculos locais, mostra de cenas curtas e performances, debates, além de outras atividades formativas do festival. Confira a lista dos selecionados para a mostra competitiva:

As Mulheres da Rua 23 - Cia. De Teatro Autoral - Rio de Janeiro/RJ
A Porca Faz Anos - Cia. Haribô de Teatro - Brasília/DF
Fim de Partida - Teatro Por que Não? - Santa Maria/RS
O que fazer com que Kafka fez com a gente - Black Berries Wilted Company - São José do Rio Preto/SP
O Boneco de Cor - Teatro do Maleiro - Goiânia/GO
O Encontro das Águas - Cia. Teatral Vernáculo - Salto/SP
Navalha na Carne - Grupo Imagens - Fortaleza/CE
Woyzec - Centro de Produção Teatral - Rio de Janeiro/RJ

Pois então, um abraço a todos, e aguardem mais novidades!

terça-feira, junho 21, 2011

Whisky bar, pretty boys, little dollars...

Oh, show us the way to next whisky bar...


Ao som de batuques, guitarra e escaleta, o público aos poucos ia se aconchegando para assistir o Teatro Por Que Não? realizar a leitura de Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, texto de Bertold Brecht. No palco, os lenhadores do Alasca. Na mesa ao lado, os fundadores da cidade-arapuca, e no balcão, Jenny e as meninas. E em todas as mesas, a bandeira de Mahagonny hasteada, demarcando território.


Nem a chuva impediu que as pessoas se dirigissem até o Boteco do Rosário, lugar onde aconteceu a primeira edição do (pausa dramática), e compartilhassem conosco um pouco de whisky bar, pretty boys and little dollars. E o que era a chuva lá fora, comparada ao tufão que tomava Mahagonny lá dentro? Brincadeiras a parte, nossa satisfação foi muito grande por realizar mais um evento contando com a colaboração do público que nos acompanha.


Na tentativa do invento em função do movimento, inicia-se mais um evento de agitação cultural em Santa Maria, que como já dito, não tem previsão de fim. Deu-se a largada para o (pausa dramática), e esperamos não pausá-lo! O Teatro Por Que Não? agradece ao parceiros que tornam esses eventos possíveis e, ao público que se fez presente, e embarcou conosco rumo à cidade ouro.


Para finalizar, os belos versos de Brecht, que tivemos o prazer de musicar:

Coragem, coragem, irmão não esmoreça
Mesmo que luz do dia escureça,
Mantenha a fé no coração.
De que servem gemidos e lamentos
Pra quem luta contra o furacão?

Um abraço saudoso a todos! Continuem acompanhando! Nesta semana, mais novidades...!

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Fotos: Nathália Schneider

segunda-feira, junho 20, 2011

Estacione em Mahagonny hoje!

Olá!
Boa tarde de segunda-feira a todos!

O Teatro Por Que Não? orgulhosamente convida-os à primeira edição do (pausa dramática), que acontece daqui a pouco, às 20h, no Boteco do Rosário! A entrada é franca, portanto pegue sua mala, faça sua viagem e estacione em Mahagonny, pois lá tem muito whisky pra você se divertir!


O QUE?: Primeira edição do (pausa dramática), com a leitura de Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, feita pelo TPQÑ?.
QUANDO?: Segunda-feira, dia 20 de junho.
ONDE?: Boteco do Rosário (Rua do Rosário, 400).
QUE HORA?: 20h.
QUANTO?: De graça!

Saiba mais sobre o evento aqui!

Um abraço a todos e até breve! Nos vemos no Boteco, ou melhor, em Mahagonny!

sábado, junho 18, 2011

Pausa para Brecht

Boa noite! A semana que se passou foi de preparação para a primeira edição do (pausa dramática)! Com muito entusiamo, estamos tentando adentrar a efervescente Mahagonny de Brecht. Com muita atenção, estamos tentando entender sua ascensão e sua queda. E com ensaios, estamos planejanto uma bela leitura para segunda-feira! Lembrando que o evento acontece às 20h, no Boteco do Rosário e tem entrada franca! Mais sobre o (pausa dramática) aqui!


Agora, para os leitores e espectadores, um texto que introduz o encenador e escritor alemão Bertold Brecht, autor de Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, obra cuja leitura será realizada. Um bom final de semana a todos e até a segunda!

Bertold Brecht, uma breve introdução histórica 
por Deivid Machado Gomes

Brecht nasceu em 10 de fevereiro de 1898 em Augsburg e morreu em Berlim no dia 14 de agosto de 1956. Seu pai era um industrial católico e sua mãe uma protestante. Nasceu em um momento onde o imperialismo se apresentava como uma necessidade para expansão do capitalismo. A Alemanha estava em uma fase de progresso econômico, industrial e tecnológico, gerando também, um aumento do proletariado e o crescimento do movimento socialista alemão. Era um momento em que o mundo estava sendo dividido pela expansão do capitalismo, e aumentavam as discordâncias entre Inglaterra e Alemanha, ambas querendo absoluto poder. Bismark unificou a Alemanha em 1871, apoiado pelo militarismo, exaltando o culto ao exército, o nacionalismo, o respeito pela autoridade e hierarquia (valores aproveitados, posteriormente, pelo nazismo). 

No início do século XX, a Alemanha era capitalista, e ao mesmo tempo, absolutista, hierárquica, comandada por uma administração burocrática. Como não vivia em um estado democrático, e com uma situação política tensa, sem a participação do eleitorado, o teatro tornou-se a válvula de escape para as agitações, esperanças e descontentamentos dos alemães. 

Em 1914, quando Brecht tinha dezesseis anos, a Alemanha declarou guerra à Rússia. Nesse momento era ele, um patriota genuíno. Entrou para a faculdade de medicina e foi recrutado como enfermeiro. Ao entrar em contato com o horror do front, suas idealizações sobre a guerra esfacelaram-se. Levando-o a escrever o poema “A lenda Do Soldado Morto”, que o colocou no hall da fama, e na lista negra de Hitler no ano de 1923. Ele participara, também, das rebeliões revolucionárias em 1918 e 1919. 

Entre 1918 e 1923 a Alemanha passara por forte crise, estando presentes no seu cotidiano a fome, o desemprego e a confusão política. E é dentro desse cenário que Brecht inicia sua atividade teatral, sendo influenciado fortemente por esse quadro. 

A Teoria Brechtiana 

Inicialmente, Brecht se contrapôs a todos os grandes teóricos do teatro clássico tradicional, no qual a ação era o produto de conflitos de interesses e sentimentos entre as personagens. De acordo com esses, toda ação deveria, necessariamente, conduzir a um desenlace, por meio do qual seria estabelecida uma determinada ordem. Para o filósofo Hegel (1770-1831), o conflito principal, aquele entorno do qual girava a obra, devia encontrar no desenlace desta, seu apaziguamento definitivo. Já que, o público tinha o direito de exigir que de forma trágica ou cômica, a ação dramática culminasse na realização do racional e do verdadeiro em si. 

Para o teatro clássico, todo ele derivado das concepções da poética de Aristóteles (384-322 a.C.), a ação dramática deveria ser dirigida a instauração de uma ordem válida para todos e que apresentasse um valor simbólico. O palco era a voz e o reflexo da verdade da sala. As obras expressionistas tinham esse tipo de perspectiva teatral. Ao criticá-las, Brecht afirmou que, nelas, a ação teatral termina por perder seu valor simbólico em proveito de declarações ideológicas individuais que valorizam o particular contra o geral. Para ele, quando os expressionistas falavam do homem em si, procurando simbolizar toda humanidade num herói, estariam apenas tratando dos destinos de indivíduos excepcionais. 

Brecht sempre partia do principio de que o homem era alterável na medida em que conduzia e era conduzido pelo processo histórico. Encontrar um mecanismo teatral capaz de mostrar ao público seu papel dentro desse processo passou a ser então um de seus objetivos. Como fica claro na sua afirmação de que “o teatro que nos faz falta deve provocar não apenas os sentimentos, idéias e impulsos condicionados por um espaço histórico determinado nas relações humanas, espaço em que já se desenvolvem tais ou quais ações; o teatro deve provocar e aplicar idéias e sentimentos capazes também de ajudar a transformar o espaço.”[1]

E para transformação desse espaço, necessária seria, a transformação das ações que nesse espaço ocorriam, visto que o espaço influenciava nas ações, mas eram as ações que criavam esse espaço, endossando-o assim como estava, ou negando-o e o reconstruindo. 

Mas para incitar mudanças de atitudes era preciso mostrá-las necessárias e principalmente possíveis. Dotado desse ferrenho objetivo no seu horizonte teatral, Brecht partiu para a busca da aquisição de meios técnicos e artísticos que o fizessem lograr êxito nessa empreitada. 

O que Brecht propunha era que se olhasse o objeto a uma certa distância, de uma maneira nova e estranha. Esse era o processo dialético, a tese chocando-se com a antítese, gerando uma síntese. O objeto antes compreendido e dado como uma verdade certa, tornava-se incompressível quando apresentado sob uma nova ótica, levando num terceiro momento a um conhecimento crítico. 

[1] BRECHT, Bertold. Pequeno Organon Para Teatro. apud WINZER, Klauss Dieter. Berliner Ensemble 35 Anos: um trabalho teatral em defesa da paz. Tradução: Fernando Peixoto. São Paulo: Hucitec, 1984. Pág. 75. 

segunda-feira, junho 13, 2011

(pausa dramática)

Aos que querem conhecer teatro, fazer teatro, ler teatro, apreciar teatro... Vem aí o (pausa dramática)!


O (pausa dramática) trata-se de um evento de leituras livres de textos teatrais, realizado pela parceria entre Teatro Por Que Não? e Boteco do Rosário. As leituras acontecerão quinzenalmente, sempre às segundas-feiras, no Boteco do Rosário (Rua do Rosário, 400), às 20h, com entrada franca! É só aparecer e apreciar! A cada edição do (pausa dramática), um grupo diferente será convidado, tendo a liberdade de escolher qual a leitura que quer fazer. O primeiro texto - cuja leitura será feita pelo Teatro Por Que Não? - será Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de autoria de Bertold Brecht, que acontece na próxima segunda, dia 20 de junho, e dá a largada para um evento que não tem previsão de fim!

O QUE?: Primeira edição do (pausa dramática), com a leitura de Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, feita pelo TPQÑ?.
QUANDO?: Segunda-feira, dia 20 de junho.
ONDE?: Boteco do Rosário (Rua do Rosário, 400).
QUE HORA?: 20h.
QUANTO?: De graça!

E, sem mais delongas, é isso!
Contamos, contagiamos e aguardamos a presença de todos!
Saudações teatrais!

sábado, junho 11, 2011

Quando fecho os olhos

Amigos, teatreiros, e espectadores de plantão.. O Palco Fora do Eixo SM apresenta o espetáculo de artes integradas Quando Fecho os Olhos, que integrará a programação do PFE SM no mês de junho, com uma apresentação na próxima quarta-feira, dia 15, às 20h, no Macondo Lugar.


O espetáculo de artes integradas Quando Fecho os Olhos, que envolve os núcleos de teatro, literatura, música, artes visuais e audiovisual do Macondo Coletivo, estreou no ano passado em uma apresentação no Theatro Treze de Maio com casa lotada, e promete mais duas apresentações na cidade. Uma delas faz parte da programação do 4º Festival de Teatro Independente de Santa Maria - FETISM, que acontecerá no início do mês de agosto deste ano. A outra está marcada para o dia 15 de junho, no Macondo Lugar, a partir das 20h. O grupo de artistas pretende explorar a capacidade do espetáculo de se adaptar a diferentes espaços. 


O QUE?: Espetáculo de Artes Integradas Quando Fecho os Olhos, do Macondo Coletivo.
QUANDO?: Quarta-feira, 15 de junho
QUE HORA?: 20h
ONDE?: Macondo Lugar (Serafim Valandro, 643)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)


Quando Fecho os Olhos em São Paulo

O espetáculo Quando Fecho os Olhos prepara-se para ir a São Paulo - SP, onde farão parte da programação do Festival Fora do Eixo, que acontecerá de 23 a 25 de junho deste ano. Por isso, a renda dessa apresentação será revertida para que o grupo realize a viagem.

Além disso, o Macondo Coletivo está realizando outras ações para arrecadação desse dinheiro. Uma delas é a inserção do projeto no site catarse.me, uma plataforma de financiamento colaborativo para projetos, onde qualquer pessoa pode doar a partir de R$15. Faltam 4 dias para a finalização e 83% da grana já foi alcançada! Pra quem quiser doar, fica a dica: clique aqui e conheça o projeto!

Outra ação é o Risoto que será realizado amanhã, no Boteco do Rosário, também para arrecadar dinheiro para a viagem até São Paulo. O Risoto será servido das 11h às 15h, e as fichas custam R$5. Saiba mais aqui!

Esperamos e contamos com a presença de todos na quarta-feira!
Para mais informações sobre Quando Fecho os Olhos e sobre o Macondo Coletivo, acesse: www.macondocoletivo.wordpress.com.
Para mais informações sobre o Palco Fora do Eixo, acesse: www.palco.foradoeixo.org.br.

Saudações teatrais e até breve!

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quarta-feira, junho 08, 2011

Dose dupla

No ano passado, o Teatro Por Que Não? participou do 11º Rosário Em Cena, na cidade de Rosário do Sul - RS, com o espetáculo O Abajur Lilás. O espetáculo encaixou-se na programação do festival na mostra chamada Sessão Maldita, mostra que dá espaço a obras de autores considerados "malditos", muitas vezes censurados, como Plínio Marcos e Nelson Rodrigues.

O Abajur Lilás na Sessão Maldita do 11º Rosário Em Cena, em julho de 2010. Foto: Cláudia Schulz

Nesse ano, acontecerá a 12ª edição do festival, de 04 a 10 de julho, e o Teatro Por Que Não? está novamente na programação, só que dessa vez em dose dupla. O espetáculo Fim de Partida, o último a ser apresentado durante o 1º MOSAICO, será um dos espetáculos concorrentes pela categoria adulta. Além disso, a Sessão Maldita será revisitada, através de No Fio da Navalha, espetáculo que temos em parceria com a Cia Retalhos de Teatro, e que é baseado na obra Navalha na Carne, do brasileiro Plínio Marcos.

Fim de Partida estará concorrendo na categoria adulta do 12º Rosário Em Cena. Foto: Gerardo Martinez

O festival destaca-se entre um dos maiores do estado e, neste ano, em sua 12º edição, foi contemplado com o Prêmio Funarte Festivais de Artes Cênicas 2010. Na programação, estarão também outros espetáculos de Santa Maria, como os dos colegas da Entrelinhas Cia. de Teatro, o Grupo Ação de Experimentação Cênica e a própria Cia. Retalhos de Teatro. Participam também outros grupos de diversas regiões do estado, além de produções do Mato Grosso e da Argentina.

Teatro Por Que Não? em parceria com a Cia Retalhos de Teatro apresentam No Fio da Navalha, na Sessão Maldita da 12ª edição do festival. Foto: Jean Pimentel

Confira a programação completa no blog do festival!

E dale teatrar!
Abraços e saudações!

terça-feira, junho 07, 2011

A arte que nos faz voar

A preocupação sempre existiu. Fazer um evento assim, totalmente independente? Será que dá? E o público? Com certeza, sempre foi o que mais preocupou. Nos esforçamos muito, e é claro, sempre pensando que poderíamos ter nos esforçado mais, mas tudo o que foi, e como foi, valeu muito a pena. O público esteve presente, se fez presente, nas apresentações, nos debates, nas conversas, na internet. E ele está aí.

Clov e Hamm em seus jogos ensaiados.

Com a apresentação do espetáculo Fim de Partida, no último sábado, no Espaço Cultural Victório Faccin, encerramos a primeira edição (de muitas outras que virão, assim esperamos) do MOSAICO - Mostra Artística Independente do Catálogo Teatro Por Que Não?. Esse nome, que esteve em nossas bocas centenas de vezes nos últimos dois meses, transformou-se em uma aventura infinita, misteriosa, que as vezes parecia um tanto impalpável, mas com o desenrolar e desenvolver das semanas tornou-se muito concreta. Cheia de peripécias, e, mesmo parecendo piegas, foi uma aventura cheia de grandes emoções.

Nagg e Nell dividindo um biscoito... Ou pelo menos tentando...

Cada espetáculo teve e tem suas particularidades. Parece que no sábado, a particularidade de Fim de Partida foi a bela interação entre público e espetáculo, que se delineou de uma maneira positiva desde os dez minutos iniciais, fazendo com que os atores se entregassem ao que faziam. Assim como aconteceu no debate, onde o público fez suas colocações, e os que já conheciam a peça discursavam sobre as mudanças que, ao seu ver, foram positivas, enquanto que os que não conheciam relatavam sua experiência ao assistir o espetáculo, deixando-nos suas impressões. De pessoas para pessoas, com toda a certeza essa nossa arte foi feita para que o ser humano possa voar.

Público presente em peso, em uma Santa Maria que fazia 10 graus!

Debate, sempre produtivo e inspirador!

Não tem como não se emocionar quando, ao final do Mosaico, uma espectadora que assistiu à todas as sessões disse: "E agora, o que vou fazer sábado que vem às 20:30? Fiquei orfã!" Com o público estando tão presente, não temos como não deixar imensos e infidáveis agracedimentos, e um enorme abraço, seguido de um sincero muito obrigado a cada pessoa que compartilhou isso conosco. Que essa cidade cada vez mais se coloque imersa em arte, que venham muitos Mosaicos, que surjam muitos e mais grupos, que as movimentações não parem nunca! Que viva! Que vivamos!

Fotos: Aline Ribeiro
Texto: Juliet Castaldello

quinta-feira, junho 02, 2011

Vem pro Mosaico!

O 1° MOSAICO - Mostra Artística Independente do Catálogo Teatro Por Que Não? encerra-se no próximo sábado, com o espetáculo Fim de Partida, livremente inspirado na obra homônima do irlandês Samuel Beckett. Com um bom resultado de público em todo o evento, queremos que assim ele se encerre! Então, convidamos a todos e todas para irem ao Espaço Cultural Victório Faccin (acesse o mapa aqui) no sábado, dia 04 de junho, às 20h30min, para fazer parte do fechamento dessa agitação cultural!


Release do espetáculo
Num universo profundamente hostil, degradado e submerso na enfermidade, encontram-se quatro seres corroídos pela escassez de recursos e pela espera da morte. Precisando suportar o peso das horas, Hamm (cego e paralítico), Nagg e Nell (mutilados) e Clov (manco), apegam-se a hábitos e jogos ensaiados, na busca de conferir sentido a existências cíclicas e insignificantes.

Fim de Partida por Gerardo Martinez

Ficha Técnica
Espetáculo livremente inspirado na obra homônima de Samuel Beckett; Direção: Luiza de Rossi; Elenco: André Galarça, Cauã Kubaski, Felipe Martinez e Rafaela Costa; Iluminação: Juliet Castaldello; Trilha Sonora: Daniella Paez; Operação de som: Luiza de Rossi; Maquiagem: Aline Ribeiro; Cenário e Figurino: O grupo; Duração: 80min; Classificação: 16 anos; Realização: Teatro Por Que Não?.


Fim de Partida por Gerardo Martinez

Além disso, o Teatro Por Que Não? está preparando novidades para logo! Aguardem por mais um evento de agitação cultural na cidade em parceria com o Boteco do Rosário. Ainda, vai a dica do texto de Caren Rodhen, integrante da revista o Viés, sobre o espetáculo Aquele Que Diz, apresentado sábado passado no 1º MOSAICO:

(...) O medo e o conservadorismo de nossas instituições, essas datadas para antes do século XX, são dois pontos para se pensar. Em um espaço que Brecht dá, o ator se questiona também e como partida. É visível que tudo que está interpretado com força, vem de uma pergunta feita com muita força. Por momentos, a exasperação da cena é tanta, que como espectadora senti-me desconfortável, pois sim, esse é o intuito. Entre sarros sérios no limite da agressividade, cenas irônicas e boas, como a que o ator dá o texto tal um padre benzendo. (...)


Boa tarde a todos! Continuem acompanhando!
Saudações teatrais!


quarta-feira, junho 01, 2011

É dada a largada para o fim da partida

O fim que continua-se

Passaram-se quatro espetáculos da programação do 1º MOSAICO - Mostra Artística Independente do Catálogo Teatro Por Que Não?. Agora, para encerrar essa feira livre, entra em cena o espetáculo que encerra também o jogo. É Fim de Partida, que depois de ter passado por algumas mudanças estéticas e por uma reformulação na interpretação dos atores, teve a experiência de se apresentar no Festival de Curitiba de 2011, e volta a Santa Maria cheio de gás. O espetáculo acontece no sábado, dia 04 de junho, às 20:30, no Espaço Cultural Victório Faccin. Fim de Partida, que tem direção de Luiza de Rossi e é livremente inspirado no texto homônimo de Samuel Beckett, também prepara-se para viajar no mês de agosto, onde circulará pelo estado através de um circuito do SESC em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria.

Fim de Partida no Festival de Teatro Independente de Santa Maria, por Gabriela Benhalk

A tentativa de vencer as horas

Em meio a jogos ensaiados que resultam em relações pré-estabelecidas, mas nada previsíveis, enxergam-se figuras de Hamm, Nagg, Nell e Clov. Convivendo com suas deficiências e incapacidades, tais seres perdem-se e encontram-se na devassidão das horas, torturados pelos tic-tacs de um relógio, que talvez nem gire seus ponteiros. Passos que não andam, olhares que não enxergam, orgãos que não respondem mais. Em meio a isso, um pouco de humor e de descontração, impressos em brincadeiras corriqueiras que Clov e Hamm fazem, para que a sofreguidão se esvaia até o esquecimento. Um apito, um cão, uma bolacha e... A minha papa! Ou ainda... O meu caramelo! Assim transcorrem as desventuras dos personagens de Fim de Partida, espetáculo onde o palco é tomado pelo absurdo, a luz é tomada pela sombra, o cenário provoca um efeito de estética da inutilidade, e os homens são (ou não) preenchidos pela escassez de ideais.

Fim de Partida no Festival de Curitiba, por Aline Ribeiro



Tem também para os boêmios

Mais uma edição da promoção a quarta é nossa acontece hoje, no Boteco do Rosário, e nós, integrantes do Teatro Por Que Não?, estaremos presentes, para dar continuidade à divulgação do 1° MOSAICO. A promoção é também da Cerveja Província e funciona assim: ao beber três cervejas Pronvíncia litro, a quarta é por conta da casa! Esperamos todos lá... Vamos promover os encontros!

Por hoje, isso... Estamos nos preparando e trabalhando para dar um bom fechamento ao 1º MOSAICO!
Saudações!