segunda-feira, janeiro 09, 2012

Da Rua do Rosário à Rua 23!

Em julho de 2011, o Teatro Por Que Não? participou do III Festival Nacional de Teatro de Goiânia, onde conhecemos os amigos da Cia de Teatro Autoral, que apresentaram o espetáculo As Mulheres da Rua 23, com direção de Carlos Alexandre, atuação de Leo Campos e Leandro Bertholini, e texto próprio da companhia, escrito por Leandro Bertholini e Raphael Miguel.

Leo Campos e Leandro Bertholini em As Mulheres da Rua 23 no III Festival Nacional de Teatro de Goiânia. Foto: Juliet Castaldello
Tendo gostado muito do espetáculo, e do texto, algum tempo depois surge a ideia de fazer um (pausa dramática) com a comédia dos colegas cariocas - ideia esta que foi colocada em prática na última edição do evento. Foi aí que presenciamos André Galarça e Cauã Kubaski, do TPQN?, apropriarem-se de Catharina e Jovelina para realizar a leitura dramática de "As Mulheres da Rua 23", que contou com a direção de Cândice Lorenzoni. Dessa forma, o palco do Boteco do Rosário virou o banco da praça da Rua 23, e os frequentadores do bar compartilharam com os atores o desenrolar da trama daquela rua e daquelas duas mulheres, com certeza as mais elegantes presentes naquele local.

André Galarça e Cauã Kubaski na leitura dramática de As Mulheres da Rua 23, na 11ª edição do (pausa dramática). Foto: Juliet Castaldello
Vindo da porta do bar, as mulheres já chegaram em seu querido banco de praça com propriedade, e já de início emplacaram uma estranha discussão sobre qual nome cada uma iria usar naquele dia. Falando de seus nomes, de suas cidades de origem e, muito, de seus maridos, as duas não deixaram que tirássemos os olhos daquele palco, esperando pela próxima graça que iriam fazer porque... Sim! Elas estavam uma graça!

André Galarça e Cauã Kubaski na leitura de As Mulheres da Rua 23, na 11ª edição do (pausa dramática). Foto: Juliet Castaldello
Uma que fala com espíritos, a outra que cuida das infrações de normas da rua 23; uma que recita na língua do pê, a outra que adora ler obituários; uma que junta as cinzas do pai (que momento!), a outra que queria morrer de água na pleura... Entre uma e outra, com uma grande pitada de absurdo, ficávamos cada vez mais curiosos para descobrir qual seria a próxima novidade da rua 23.

Cauã Kubaski na leitura dramática de As Mulheres da Rua 23, na 11ª edição do (pausa dramática). Foto: Juliet Castaldello
Com inúmeras passagens nostálgicas falando de seus maridos - os homens que davam a costura de toda a trama, já que Jovelina e Catharina não paravam de relembrá-los - descobre-se a não existência da rua, a não existência daquelas mulheres e sim, a existência de dois homens fadados a sua própria loucura... Os próprios maridos. E, dessa maneira, desenrolava-se a trama de "As Mulheres da Rua 23", texto ágil, cômico e de um humor inteligente, que foi capaz de inúmeras vezes nos surpreender.

André Galarça na leitura dramática de As Mulheres da Rua 23, na 11ª edição do (pausa dramática). Foto: Juliet Castaldello
O Teatro Por Que Não? agradece à todos que fizeram mais uma vez o (pausa dramática) possível: aos participantes da 11ª edição (André Galarça, Cauã Kubaski e Cândice Lorenzoni) ao Boteco do Rosário, à Cerveja Província e especialmente ao público presente, com o qual, mais uma vez, pudemos contar...! Por fim, um grande abraço a equipe da Cia de Teatro Autoral, que nos presenteou com seu belo trabalho e também possibilitou a realização de mais uma edição! 

Cauã Kubaski e André Galarça na leitura dramática de As Mulheres da Rua 23, na 11ª edição do (pausa dramática). Foto: Juliet Castaldello
Amigos, teatreiros, e a todos que nos acompanham... Muito obrigada, saudações teatrais e, como diriam Jovelina e Catharina: "Cordeiro de Deus"!

Nenhum comentário:

Postar um comentário