segunda-feira, junho 04, 2012

2º MOSAICO: Ah, o amor...

"É um espetáculo que fala sobre amor", disse Cristiano Bittencourt ao final da apresentação de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, que ocorreu no dia 26 de maio, integrando a programação do 2º MOSAICO. Sobre amor, sobre amar, sobre - como diz o próprio Jorge Amado ao se referir ao conto que escreveu - o poder que o amor tem sobre as criaturas.

Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

Amor, termo absolutamente universal, que sai da boca de centenas de milhares de pessoas diariamente. E que também sai do coração, dos olhos, dos poros. Amor, que segundo uma das definições do Dicionário Aurélio, trata-se de um sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro. "Dedicação absoluta"... Forte, mas bonito, não?

Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

Pomba que ama Rouxinol, que ama Andorinha Sinhá, que ama Gato Malhado, que, por sua vez, ama Andorinha Sinhá. Amor que ora aprisiona, ora liberta. Amor que, segundo Amado, "está no coração das criaturas, e um dia qualquer ele desperta, seja com a chegada do Outono ou da Primavera. Um dia qualquer ele desperta diante da inesperada visão de um outro ser. Mesmo se já o conhecemos, é como se o víssemos pela primeira vez, e por isso se diz que foi amor a primeira vista...".

Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

Personagens que se movem de amor e que, por ele e através dele, tentam desenhar seu caminho dentro dessa história (de amor). Para alguns, apenas um traço com um ponto final. Para outros, uma bela paisagem com nuvens, e árvores, e montanhas, e flores, e primavera. Cada um desenha o que consegue, cada um pinta o que dá. Não o que quer, mas o que dá.

Foto: Divulgação Teatro Por Que Não?

As vontades e os amores, em sua maioria, não concretizam-se. E o que se há de fazer? Esperançar-se... Por que não? Pensar que o mundo ainda pode ser de todas as cores e sabores. Sim, pode. Abrindo nosso coração e amando o teatro, é que tentamos defender o amor. Defendendo-o enquanto o que move nossas energias, porque a satisfação toda disso é colocar os pés no palco, viver uma cena, ouvir um suspirado "aaaaah" e pensar... "É amor o que se respirou ali...". E isso é porque respiramos ele por aqui também.

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