terça-feira, junho 06, 2017

Aconteceu no Espaço - junho (semana 1)

Mais uma semana se passou e Espaço não deu um descanso, olha só que rolou no findi passado:

Zero à Esquerda no EM CARTAZ 2017

O pessoal do Instituto Benjamenta deu uma aula inaugural no sábado, dia 03 de junho, para os interessados em ingressar neste Instituto tããão “prestigiado” (ponha muitas aspas no prestigiado, pois a ironia é forte), mostrando o reflexo do nosso sistema educacional nacional, que não é tão lindo assim quanto se pinta...

Cena de "Zero à Esquerda" no Victorio Faccin - Foto: Anderson Martins



“Já venho aqui (Espaço Cultural Victorio Faccin) em vários espetáculos, conheço o pessoal que tava apresentando, mas não tinha visto o Zero à Esquerda ainda e como eu trabalho em sala de aula, muitas coisas ali eu fui reconhecendo... inclusive eu ri, mas também fiquei nervosa porque eu tenho uma colega que tem um apito, sabe? Isso é verdade... então é absurdo, não é? O espetáculo é bem forte nesse sentido para a gente que tá em sala de aula, que a gente vê e a gente sabe que a situação é muito complicada de se mudar.” - Catiusca Dotto, escultora e arte-educadora 


Quem estava na plateia presenciou cenas de abuso de autoridade, descaso e o “emburrecimento” que surge a partir de uma cartilha pedagógica engessada onde mostra a comodidade em não querer mudar, construindo cidadãos cada vez mais submissos e alheios ao que acontece na sociedade... Pra quê pensar? Pra quê questionar? Pra quê discutir? Pra quê educar? Do jeito que tá é tão mais fácil “enganá” , não é mesmo? 


 “Frequento o TUI (Espaço Cultural Victorio Faccin) eventualmente, a gente conhece alguns espetáculos daqui, do Por Que Não? e assim por diante. Cara, eu assisti o Zero à Esquerda... É um soco no estômago, porque é um retrato muito claro da educação no Brasil e é triste dizer isso como educador, mas é isso que a gente tem feito, é esse o sistema que a gente perpetua e a vontade que dá é de trazer todos os colegas, professores de escola, para verem e se reconhecerem, quanto educando e educadores permanentes deste processo (educacional).” - Roberto Chagas, escultor e arte-educador 



Tivemos veteranos que conhecem o Espaço Cultural Victorio Faccin de cor e salteado, mas também tivemos debutantes que pisaram nos palcos do Espaço pela primeira vez e eu fui correndo perguntar o que acharam da nossa casinha (bem aquelas tias que correm pra saber se tá tudo bem, se quer mais café, se o sofá tá confortável, se tinha sabonete no banheiro...):

Échelen e Jade, pós apresentação.
Foto: Anderson Martins
“Achei bom, houve diferença no Espaço, do Treze (Theatro Treze de Maio, municipal) e do Caixa Preta (teatro da UFSM) porque mais é perto, então achei mais aconchegante, aproximou mais a plateia dos atores. É... eu gostei bastante.” - Jade Sanches, 24 anos, atriz de Zero à Esquerda
“É a primeira vez que eu tô aqui e eu já me apresentei no Treze (Theatro Treze de Maio, municipal) e no Caixa Preta (teatro da UFSM) com esse mesmo espetáculo. Eu acho que cada lugar sempre é diferente por uma questão de energia, do dia também, mas lugar é tipo, que nem a Jade falou, a proximidade com o público é realmente... a gente tá acostumado com o Caixa Preta, que tem um espaço (grande entre o palco e o início da plateia) e no Treze tu tá acima (do público) e ali (no Espaço Cultural Victorio Faccin) quando a gente tava na primeira cena, que a gente tá com a cabeça baixa, o público já tá entrando, e tu vê as pessoas entrando... não sei se te dá mais nervosismo ou se tu fica mais relaxado por tá ali, mas é uma sensação diferente que não é a mesma que a gente tá acostumado ter sempre, mas o espaço em si, achei bom. Ele não é pequeno, não é tão grande como o Caixa (Preta), mas também é um espaço a gente conseguiu aproveitar bem para poder fazer a peça... a gente tem uns passos muito largos que damos pra frente, e tivemos que encurtar por causa do espaço, mas nada que prejudicasse a peça em si.” - Échelen Garcia, 23 anos, atriz de Zero à Esquerda

Logo no dia seguinte, dia 04 de junho, apesar do dia ter acordado com cara de ressaca e sem vontade de aparecer, o povo do Zero à Esquerda deu uma oficina de Criação Teatral, baseada no processo de criação do espetáculo. Será que foi bom? É só olhar as carinhas faceiras da galera #foisim.



Gente, tô vendo que tô fazendo posts cada vez mais compridos.... Senhoooor! É isso que acontece quando deixa um teclado na minha frente... Mas, apesar desse quilômetro de post, espero que vocês tenham curtido esse relato e que venham prestigiar os eventos que acontecem aqui, no nosso amado Espaço! 

Muito obrigada a Catiuscia, Roberto, Jade e Échelen pela atenção e colaboração! 

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