quinta-feira, junho 01, 2017

Quem?Qual?Cuma?Hein? – Ina Neckel

Achou estranho essa postagem no nosso blog?

Pois então, esta é uma nova seção onde eu dou uma de Patrícia Poeta (ai, a lôka!) e faço algumas perguntas para você saber um pouco mais dos artistas que passam na agenda do projeto EM CARTAZ, sendo uma forma bacana para a gente conhecer os artistas daqui de Santa Maria, e para gente sempre prestigiar quando estiverem... em cartaz!

Legal, né? Como primeira convidada desse quadro, vos apresento:

Ina Neckel 
Instituto Benjamenta no EM CARTAZ 2017
Junto com Mirian Benigna, Ina assina a direção do espetáculo Zero à Esquerda que estará nos palcos do Espaço Cultural Victorio Faccin neste final de semana. 

Cena de "Zero à Esquerda" - Foto: Dartanhan Figueiredo
1- Qual é a sua profissão atual?

Atualmente sou docente do Departamento de Artes Cênicas da UFSM, atuo nos cursos de Licenciatura em Teatro e Artes Cênicas. 

2- Quando você começou a trabalhar com teatro?

Minha trajetória com o teatro começou com projetos de Contação de Histórias ofertados pelo SESC em minha cidade natal, Chapecó (SC). Em 2001 comecei meus estudos na Universidade Federal de Santa Maria em Artes Cênicas. Desde 2004, ano em que me formei em Interpretação Teatral, dedico-me ao fazer teatral. 

3- Por que você decidiu entrar nessa encenação?

De fato, como a encenação é o resultado de um processo realizado nas disciplinas de Montagem Teatral I e II do curso de Licenciatura em Teatro, não foi uma decisão tomada de uma vez por todas. Eu tinha a referência textual do Walser (autor no qual nos baseamos), o personagem Jakobb reverberava tensões sobre as quais penso, e muito, no meu trabalho como professora, como artista de teatro (ainda que essas coisas não se separem para mim). Quando eu e Miriam assumimos a disciplina apresentamos o texto e o eco, antes ouvido por mim, passou a ter ecos nos atores – suas inquietações como futuros professores de teatro, suas memórias recentes de situações vivenciadas como alunos nas escolas que frequentavam vieram à tona. Ao mesmo tempo, levantar um exercício cênico centrado nessas vozes que dialogavam entre si constantemente deixou de ser uma obrigação de disciplina a ser cumprida, era desejo compartilhado. 
Então, não creio que seja uma decisão minha entrar nessa encenação, ela se tornou aquilo que as vozes criadoras envolvidas no processo desejavam dar corpo. 

4- O que você acha da movimentação cultural atualmente em Santa Maria?

Aline, não sei o que responder sobre isso. Não tenho tido relação, especialmente em razão de minha dedicação à Elena (filha). Creio que há uma mobilização, mas responder essa pergunta pra ti, seria o mesmo que não falar nada. Desculpe, o que vejo é que há uma mobilização, mas não sei de que ordem, no teatro penso que ainda é necessário dar espaço para processos de criação que não tenham como finalidade uma apresentação em um espaço X ou Y, mas uma investigação que possa trazer algum tipo de contrapartida. Talvez um prêmio para processos de montagem, nos moldes do que ocorre em São Paulo, não sei.

Cena de "Zero à Esquerda" - Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Essa foi só uma palhinha, como eu disse, estamos começando a trazer novidades ao nosso blog e espero que seja primeira de muitas! 
Desde já agradeço imensamente a disponibilidade da Ina em aceitar responder! 

Saiba mais sobre o espetáculo:

Zero à Esquerda

FICHA TÉCNICA
Direção: Ina Neckel e Miriam Benigna
Elenco: Aline Lauermann, Cândice Lorenzoni, Échelen Garcia, Fernanda Abegg, Laédio José Martins, Jade Sanches, Natália Dolwitsch, Raquel Zepka e Régis D'Ávila
Iluminação: Thiago Brenner


Operação de Som: Maurício Sinski
Figurino e cenografia: Raul Dotto
Cabelo e maquiagem: Maurício Sinski
Produção Gráfica: Andreas Ross
SINOPSE
Livre adaptação do romance Jakob Von Gunten - Um Diário do escritor suíço Robert Walser. O romance, publicado em 1909, traz a trajetória do jovem Jakob no Instituto Benjamenta, local dedicado a ensinar a obediência e a servidão. Trata-se de um lugar onde os alunos, sem honra nenhuma, dedicam-se a aprender a obedecer a fim de se tornar um zero à esquerda bem redondo e encantador. 
Centrado no ideal de que a boa conduta é um jardim em flor, os alunos devem labutar sem questionar em busca de uma boa formação, decorrente da obediência às regras e às autoridades daquele lugar, ainda que não haja professores nem se aprenda coisa alguma. 

"Pois muito melhor que pensar é submeter-se. Pensar é resistir, o que é muito desagradável e desagregador." 

Parece até ficção demais! Contudo, Zero à Esquerda, pelo desejo e empenho dos alunos, é espetáculo que tensiona camadas da realidade e da ficção. Talvez, porque Jakob não seja tão distante de nós como parece.

Cena de "Zero à Esquerda" - Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Ficou curiosx em saber o resultado deste trabalho? Anota na sua agenda e compareça:

Zero à Esquerda – EM CARTAZ 2017

03 de junho de 2017 – às 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 – Rosário
R$ 20 (inteira) – R$ 10 (meia-entrada) – R$ 15 (antecipado)
Classificação: 16 anos

Maiores informações: (55) 3217-6600



Quer saber mais sobre a programação do EM CARTAZ 2017? Clique aqui!

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O que achou dessa seção?! Comenta aqui embaixo e manda um beijinho pra tia aqui, pra deixar meu dia feliz!

Até a próxima!

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